sexta-feira, dezembro 31

Bebe algo? Dose dupla com gelo sff

Queria deixar algo alusivo ao ano novo...não dei como nada dentro da minha planicie craniana... assim sendo deixo algo que deve ser novo para a maioria que cai por aqui. Vale a pena, pena é que esta voz já não se possa ouvir in live mode. Aconselho a ouvirem e a comprarem estes dois albuns. Enjoy

a propósito do dia de amanhã



Estamos a horas da passagem do ano. Sou meio básico neste data, não lhe dou grande valor talvez pelo meu pragmatismo me dizer: é só um mais dia que vira. Ainda assim os votos e as alegrias das pessoas nesta data são importantes, principalmente se elas não se esvaziassem no sono ou ressaca do "day after".
Os filmes de final de ano já rolam (hmmm que saudades ao fim de um ano...) a chuva lá foi dar força à vida noutras paragens e as mensagens de um feliz 2011 começaram a cair no telemóvel. A maioria é "spam" que a malta recebe e reemcaminha para cumprir a tradição. Cabemos todos :) Os meus votos irão na resposta às mesmas e outros ficaram aqui, longe da tirania dos 140 caracteres. Acho que este vai ser o ano novo mais curto de que me lembro. As mudanças, negativas, vão ser tantas que quando todos se aperceberem vai tudo tomá-las como um estalo de os pôr tolos. O ano novo e os seus votos sinceros de "feliz..." vão durar um pestanejo de olhos. A vida vai ser mais dura e o ano de 2011 irá ser o primeiro de uma série de anos de ramadão "à lá lusa" forçado e aqui, relembrando Darwin, talvez, e reforço o talvez, os mais aptos não perderão tanto. Basta ver a rapaziada da Segurança Social que recebeu ontem uma subida de categoria e vencimento em tempos de fome nas nossas ruas e casas. O ruminante ministro é um amor e só mesmo o vinte e cinco de Abril para permitir que espécimens destes subsistam por aí e promovam ainda mais desigualdade. Será que se verá luz lá adiante no fim do tunel?
Ergo... Desejo a todos um feliz ano de 2011 apesar dos pesares. Quem vai ao mar prepara-se em terra.

sábado, dezembro 25

Porque a tarde se faz grande no meio dos doces

Cá estamos, mas não todos



Algo para se poder ouvir, sossegado, após o dia em que as coisas boas viajam à larga pelo mundo fora sem vergonha. Porque há um dia no ano que as pessoas são boas.

PS: para quem sente falta,o filme "música do coração" :) este ano também deu (está a dar... 17h) mas na rtp memória. Até as memórias já têm sítio certo...

sexta-feira, dezembro 24

D'hoje



Alemão - Frohe Weihnachten
Castelhano - Feliz Navidad
Checo - Vesele Vanoce
Chinês - Sheng Tan Kuai Loh
Chinês (Taiwan) - Kung His Hsin Nien bing Chu Shen Tan
Dinamarquês - Glaedelig Jul
Finlandês - Hauskaa Joulua
Francês - Joyeux Noël
Gaélico (Irlanda) - Nollaig Shona dhuit
Grego - Eftihismena Christougenna
Húngaro - Boldog Karácsonyt
Hindu (Índia) - Shub Christu Jayanti
Islandês - Gleðileg Jól
Italiano - Buon Natale
Japonês - Merii Kurisumasu (é Merry Christmas, à japonesa)
Norueguês - Gledelig Jul
Polaco - Boze Narodzenie
Russo - Hristos Razdajetsja ou Rozdjestvom Hristovim
Samoês - Manuia Le Kirisimasi
Servo-croata - Sretan Bozic
Sueco - God Jul

e em Português

Feliz Natal a todos.

Curta #2

quinta-feira, dezembro 23

Go, don't stop!



A última que me deixou afónico para mal de quem partilhava um instante na autoestrada comigo! Foi vê-los a acelerar mais ou travar para a distância dar paz aos seus ouvidos. Musiquinha castiça.

terça-feira, dezembro 21

Para "roer" o resto do "pavio"

Aquele abraço, amigo



São 23h30. Cheguei a casa...há meia hora talvez. Vim da escola. E por teimosia minha, simpatia de uns meus colegas, amigos pude entregar a minha teimosia, a minha causa acelerada de calvicie deste ano. Cheguei e vi um mail. Estive para te ligar pássaro mas se não o fizer fica aqui a minha alegria. Não é só mas os amigos que vamos fazendo pelo caminho é que tornam a missão de professor, a viagem da vida completa e este é um deles (felizmente têm sido muitos). Com o bem dos meus amigos posso eu tão muito bem :)
HNG - hug not gay :P

segunda-feira, dezembro 20

Pare, escute e... viaje



Mais um músico português a sair da sombra = Noiserv

quinta-feira, dezembro 16

sexta-feira, dezembro 10

quarta-feira, dezembro 8

quinta-feira, dezembro 2

. . .

O céu não está mais azul e o choro nunca serviu de consolo. Se fecho os olhos ou se sou cuspido fora do trabalho nem o Sol me traz da chuva imensa.

quarta-feira, dezembro 1



Hoje perdi um amigo, um tio, o meu tio João. Estou triste ao ponto da dor comer tudo o que sou, de me fazer forte estando amargurado para sempre. Contorce-me por dentro, esfrangalha-me a alma e destila-me o corpo que brota água como raras vezes o fez, na adultez. Estou demasiado triste. Deito fora todas as alegrias duma vida que já não volta e as saudades de agora e vindouras, tornadas dor, em estado líquido. Já é a segunda vez na vida e não há direito, não há sentido. Diz-se que um pai nunca deveria ver partir um filho. Eu digo que nunca ninguém deveria ver partir os bons. O meu tio João. O meu tio da força imensa, do olhar azul clarinho, de uma bondade extrema, do espírito engenhoso, da voz meiga, de uma malandrice sem par. O meu bom gigante. O meu tio. O meu amigo. Estou triste que nem sei, acho que estou triste para a vida toda. Escrevo daqui a minha carta de Natal: quero os meus tios de volta.

segunda-feira, novembro 29

Um brinde



Para comemorar os 13 000 acessos a este singelo espaço nada melhor que rir e de copo na mão. Obrigado aos viajantes habituais ou não.

domingo, novembro 28

Domingo como languidez



É domingo..trabalho.. e uma languidez densa toma-me de assalto a cada pestanejar. Não sei se quero resistir... nem ajuda para a contrariar.

sábado, novembro 27

A way of life


Apanhei um novo mote para um modo de estar que acredito para a vida ao ver a última encenação da história do principe ladrão - Robin Hood

Rise, and rise again. Until lambs become lions.

Que hoje pela noite os meus leões façam valer este espírito!

Um boy, dois boys, três boys... Zzzzzz

Como poderia o governo desmentir, com tamanha certeza, os números dos grevistas aventados pelos sindicatos? Simples...

Fez a conta ao número de boys que foram trabalhar na quarta-feira... nunca poderiam sobrar 3 milhões... é ridículo.

quarta-feira, novembro 24

Quarta-feira, 24 de Novembro

Não era para escrever nada mas... parto isto em três partes. A imagem, muito apropriada, genuína, portuguesa; o texto que me saiu "à capella"; e o vídeo não pela música, não pela letra, só pelo refrão. Neste dia era o que diria na Assembleia da República, as assembleias municipais, nas reuniões de partidos e grémios de ajuntamento dessa gente reles, mas em bom português porque aquelas bestas devem ter todos inglês técnico e este é mais de... pátio de liceu.


Com estas minhas palavras não quero condenar as pessoas que não fizeram greve, isso não me passa ou passou pela cabeça. Graças ao 25 de Abril temos liberdade para fazermos as nossas opções, criar divergências e com elas tentar ou procurar avançar para algo melhor. Disso também é feita a democracia para mim.
Não fiz greve porque sim. Não fiz greve pelo porreirismo ou de não ser apontado como tal. Não o fiz para me gabarolar disso. Fiz porque estou cansado. Fiz porque olho para cima e vejo pessoas reles, mesquinhas, mentirosas, falsas, que me dão asco profundo. Fiz greve porque estou farto de que a nossa democracia, de que eu tanto gosto, tenha um solavancozinho apenas no momento de votar. Isso só não chega, dizer o que nos vai na alma com sentido, educação, coerência é necessário e para tal, chamar a atenção é necessário. É só zombies.
Fiz greve porque o estado das coisas é grave, não foi pelos valores que defendo que se chegou aqui e já passei do ponto de não retorno relativamente ao status quo, ao bem-estar físico dos nossos pseudo-governantes. Se pudesse, e aqui peço desculpa aos meus pais que me educaram melhor que isto, gostava de os ver mortos. Todos. Não tenho a mínima compaixão nem respeito pelos que nos governam desde os tempos em que eu aprendia a ler. Não se aproveita nada. Não temos elites, não defendemos ou procuramos a excelência porque simplesmente estamos a ser geridos desde o respirar fundo democrático, por ralé. São uns merdas. A greve é a solução? Nunca será mas o que este estado de coisas carecia era de uma revolução por ideais novos mas com a força daqueles que fizeram a do 25 de abril. Não é possível que ao fim de trinta e cinco anos de democracia se vejam as assimetrias, as injustiças que se veêm. É ignóbil, é indigno de um povo com quase mil anos de história. E o nosso país não é assim tão grande de modo a não se conseguir fazer algo de bom, verdadeiro e de futuro para as suas gentes.
Porque fiz greve? Porque foi a segunda greve geral de sempre, porque este é o tipo de "arma" que não pode não ter consequências apesar de sabermos que este dia só foi diferente. O manhã será igual. Mas felizmente sou novo e não posso, mesmo querendo, pegar numa arma e criar um novo solavanco histórico que tentasse mudar o curso da nossa maneira de ver e fazer as coisas. Se este fosse um país decente não teríamos as bestas que temos eleitas, não seriam as nossas elites as que são. Infelizmente é o que temos.
Porque fiz greve? Porque posso, porque o estado, besta acéfala soube que eu fiz greve mas não me faz represálias nem tenta atropelar como um patrão hoje do privado. Rouba-me no vencimento porque isso é a única coisa que sabe fazer. Por essa atitude se mede o estado das coisas: tudo tem um preço, até mesmo a liberdade. E hoje este um dia tão bonito. Acabo com Che: "pátria o muerte".

terça-feira, novembro 23

Medidas de poupança



Encontrei aqui pela rede, nas conversas de café e nos noticiários uma notícia que fazia referência a um suposto lapso que aconteceu a semana transacta sobre uma apresentação pública. O secretário de estado Paulo Campos participou numa conferência proferindo um discurso que foi, preteritamente, copiado pelo Ministro das Obras Públicas numa intervenção subsequente. Todos criticaram mas não sabem que isto faz parte da nova política de marketing do Governo. Explico. Com tanto discurso que os governantes proferem chegou-se, e bem, à conclusão, uma vez que eles também nada dizem, que mais valia fazer um discurso que depois seria replicado por todos eles. Uma medida de poupança nestes tempos tão...complicados.

segunda-feira, novembro 22

Outro registo

Mais pelo vídeo do que pela versão... faltam graves. Para abandonar o corpo na cama e ouvir sem misericórdia.

Corda às orelhas!

De volta à carga



Não fiquei saciado no passado artigo sobre os problemas alheios que, ao serem muitos, concretizo, bebés. Andei a divagar nas horas impostas, e pouco aproveitáveis, passadas ao volante e… a entrevista bebiana (?) assim não terá cabimento, ora vejamos. No futuro (o futuro foi ontem) os papás já poderão escolher tudo do bebé como se de um carro se tratasse (para a maior dos homens, é!). Poderão escolher a cor do cabelo, dos olhos, da pele, a raça e porque não escolher logo que tipo de conhecimentos, capacidades físicas e mentais o mesmo possui?
Entra o mesmo bebé na reunião, e entra porque apesar de ter um ano já anda, corre, salta, é medalhado olímpico de triatlo e faz sky diving. Apesar disso não pode com a resmas de conhecimento que possui, materializado nos volumes de papel que os papás não babados, suados e arqueados trazem consigo. Já não só dorme, come, baba ou suja a torto e a direito, faz tudo em uníssono e escreve com as duas mãos simultaneamente até em línguas diferentes, sabe calcular os primeiros mil algarismos dos números pi e neper, consegue prever com a antecedência de um ano a evolução dos mercados bolsistas até à milésima de ponto base, é fluente em mais línguas e dialectos que Indiana Jones e consegue ler mais livros numa noite que o Professor Marcelo Rebelo se Sousa durante um ano. Pelo sim pelo não os pais perderam a cabeça, venderam dois rins, e instalaram o último grito: uma entrada usb que permite fazer quaisquer upgrades no futuro e uma placa wi-fi, não vá o diabo tecê-las. Não houve dinheiro para um esqueleto em liga leve…

sábado, novembro 20

Continuo revirando "discos" antigos



Vezes sem conta, as coisas mais belas são as mais simples, ou que assim nos sugerem os sentidos.

quinta-feira, novembro 18

Viagem no tempo



Baby I see this world has made you sad
Some people can be bad
The things they do, the things they say
But baby I'll wipe away those bitter tears
I'll chase away those restless fears
That turn your blue skies into grey
Why worry, there should be laughter after the pain
There should be sunshine after rain
These things have always been the same
So why worry now
Baby when I get down I turn to you
And you make sense of what I do
I know it isn't hard to say
But baby just when this world seems mean and cold
Our love comes shining red and gold
And all the rest is by the way
Why worry, there should be laughter after pain
There should be sunsh ine after rain
These things have always been the same
So why worry now

Há coisas, sem ser carros voadores presentes em filmes ou jigajogas complicadas, que nos faze viajar no tempo. Trazem as tardes de verão, das futeboladas, da malta "lá da porta", das poucas noites de estudo (não digam ao meu pai.. :) ), das noites de janela aberta, pés no parapeito a ouvir a vizinhança, os poucos carros que ali aceleravam, as luzes da cidade, do escuro enebriante do céu e do seu pontilhado de estrelas. Da ida a Lisboa ao primeiro concerto com "c" maiúsculo (obrigado pai) onde o ar quase faltou ao ouvi estes tipos sair do walkman ou do LP para ali à minha frente, entre outras tantas coisas. Carago... foi bom ser garoto.

quarta-feira, novembro 17

Be quiet, stay still, just listen over and over again



Chegar... desmontar "as ferramentas"... sentar no sofá... pés em cima da mobília porque este é um "algum lugar", não casa... ir buscar um copo, e gelo também... encostá-lo à têmpora, encher os pulmões e... descida rápida ao corpo... acordo no presente... vou ouvir Geater Davis até adormecer ou até que seja necessário mais gelo.

terça-feira, novembro 16

Desvario.. nos problemas dos outros


.
Eu conheço um bebé. Bom, na realidade não conheço só um talvez por isso me estique neste tema com alguma propriedade. Mas este fez-me ressaltar no interior da cabeça o paradoxo das creches. Creches são muitas coisas, dependem do prisma do observador. São miraculosas para os pais trabalhores e ocupados que apenas tiveram descanso há doze meses atrás quando aquela garrafa de vinho se esgotou materializando-se... pronto, a maior parte deles são desejados, espero. São uma abominação para os avós ávidos de bába, ranhocas e demais funções ainda em histeria e anarquia. Há quem diga que "tudo é santinho". Um beijo, titi. Depois há os donos das creches..."$", next e no final, no fundinho está o bébe. Que pensará ele da creche? Bom depende de creche para creche obviamente, tal como não se pode julgar o andar de carroça como sendo ridículo só porque hoje o é. Outrora foi o melhor meio de transporte! Bom... ver caso a caso e, no caso o bebé, pouco haverá para perceber nesta fase. Então haverá creches estupendas, medianas e más. Mas o ponto não é este.
Dizem os pais, e já são alguns à minha volta que, pode ser uma caristia encontrar dois metros quadrados para "arrumar" o pequeno - o mais caro "parquemento nacional", penso... deixo à consideração. E então assaltou-me à cabeça: imaginem que faziam entrevistas semelhantes a entrevistas de emprego. Olham de uma ponta à outra...medem-nos pelo que podemos trazer, afinam o olhar para tentar perceber se somos a personificação do seu lugar em perigo...lêem o nosso currículo e, do nada, perguntam: Inglês...Francês e cantonês, não!? Não sabe.. hummm isso é muito grave...e passam a pente fino as capacidades técnicas que temos, não temos e ninguém tem :)
Imaginem um bebé... apresenta-se e coloca o CV na mesa, onde não chega. A avaliadora, de traços bem vincados numa face em "v", de baton rouge vivo, cabelo apanhado em forma de rolinho de carne com pauzinhos chineses ali sequestrados, de olhar negríssimo e voz estridente, pergunta: então é isto que tem para oferecer? Uma folha quase em branco? "Só 12 meses" por cá não é desculpa? Especializou-se em comer, dormir e... sujar fardas!?!? Isso não é para meter na boca! Domina línguas? "Gugu dada"...? Isso é Swahili?... Tem investido muito pouco na sua formação meu caro, não sei se tem o perfil adequado para esta empre...infantário. Que cheiro é esse!?!?
E depois como é em Portugal, lá aparece o empurrão democrático!

segunda-feira, novembro 15

After thinking... revolution



Deparei-me com esta frase proferida por Abraham Lincoln. Não sei que tempos foram aqueles que o levavam a conjurar tamanho raciocínio. Por vezes dou com pensamentos de pessoas reconhecidas pela história pelas posições ou actos por si abraçados. Penso que nestes momentos, em que as palavras escorrem assim límpidas do cérebro, sem interferências pelo caminho até que a voz as "materialize", é que o Homem realmente se transcende e sublima os presentes a acções determinantes e universais. "I have a dream", já fomos tantos.

"The dogmas of the quiet past are inadequate to the stormy present. The occasion is piled high with difficulty, and we must rise with the occasion. As our case is new, so we must think anew and act anew."

Abraham Lincoln

quinta-feira, novembro 11

quarta-feira, novembro 10

O que falta

Não sei como ainda não me tinha socorrido destes jovens bem parecidos to make a statement. Com os juros pelas nuvens já não vale apelar aos mercados... assim sendo anarchy in PT. Tenhamos, pelo menos, a dignidade já que o resto foi alienado, para decidirmos the way to go.

domingo, novembro 7

sexta-feira, novembro 5

quarta-feira, novembro 3

sábado, outubro 30

Para não deixar o ritmo recuar



Os loucos estão certos
Os certos estão fartos
Os fartos são modernos com os pés no chão

Os sogros estão pobres
Os pobres estão mortos
Os mortos são vivos em preservação

O bairro está cheio
As cheias estão à porta
O António das chamuças mudou de canal

Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal

Os loucos estão parvos
Os parvos estão no trono
O trono que era bênção fez-se maldição

Os trilhos estão cruzados
A fome aí à espera
O tio veio ao casório para insultar o irmão

Os padres comem putos
Os putos comem ratos
Na igreja de São Torpes hoje há bacanal

Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal

Ai, ai, ai
Já que a gente se habitua ao ai
Ai, ai, ai
Já que a borga continua
Já que o ritmo não recua
Seja o filho avó do pai

Os Loucos estão certos
Os certos estão fartos
Os fartos são modernos com os pés no chão

Os trilhos estão cruzados
A fome aí à espera
O tio veio ao casório para insultar o irmão

Os padres comem putos
Os putos comem ratos
Na igreja de São Torpes hoje há bacanal

Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal

Ai, ai, ai
Já que a gente se habitua ao ai
Ai, ai, ai
Já que a borga continua
Já que o ritmo não recua
Seja o filho avó do pai

Deixem que os acordes ocupem o lugar das ideias

quinta-feira, outubro 28

Há-de abrir-se ao meio.. a democracia


Portugal está doente. Não é novidade é a mera constatação de um facto, que apesar de elementar, não deixa de ser relevante. Doente em dimensões tais que apenas a física quântica teria capacidade de projectar em gráfico ou diagrama. Mas sabemos de física, somos mais letrados do que julgamos, já que ontem tudo se resumia a um esquema, ao da subida ou descida das taxas de juro nos noticiários do primetime. Se conseguíssemos compilar os humores dos líderes políticos nacionais em diagrama e se o comparássemos com o gráfico das taxas de juro encontraríamos, certamente, algo que todo o aluno do nono ano de escolaridade veria – proporcionalidade directa.
Portugal encontra-se num capricho democrático de tal ordem que a própria democracia, pelo menos este estado democrático, corre perigo uma vez que os caprichos são de tendências suicidas. Este nível de negação só encontra comparação ou paralelismo, no mínimo em idiotice, aos comentários do Ministro da Propaganda Iraquiano que dizia que “no país estava tudo bem, a soberania estava mantida” no momento em que os militares estado-unidenses já lhe haviam invadido o “quintal”, ou ao célebre jogador de futebol que afirmou convicto e orgulhoso que “estávamos à beira do precipício e demos um passo em frente para darmos a volta”.
Portugal está assim, em negação profunda e como tal carece de um choque. Quem é que saí de cara lavada desta negociação pífia? Ninguém. Ninguém dos últimos dez, quinze, vinte anos. Se este fosse um país do primeiro mundo… bem nem vou por aí. Se este fosse um país e basta, as responsabilidades seriam imputadas aos pais disto tudo. Ninguém está a salvo, ninguém pode vir de cara lavada às televisões dizer que a culpa é do outro. Desde a entrada, pela última vez, do FMI no país, que medidas sérias, honestas, correctas deveriam ser o apanágio do nosso establishment mas esse não foi o caso. Quem hoje reclama com o estado de sítio (e não de coisas porque isto parece o farwest) são precisamente aqueles que sugaram, e sugam há décadas, e às claras o estado. Uma vida mas várias reformas muitas delas conseguidas com um quinto do tempo que é exigido ao mero português Isto só tem um nome, roubo. Pessoas assim e os que os puseram nesse estado de “mais-valias” merecem nada mais do que insultos, vilipêndios, agressões por onde quer que passem. E não me digam que lhes devemos muito! Devemos sim mas esta não é uma divida com fim à vista só com a morte. O verdadeiro estadista, qualquer que ele seja, não é o que fica para a história como sendo possuidor de muita riqueza, é aquele que a história classifica como bem inestimável.
Somos um país ingovernável pelo simples facto de que não temos em nós essa capacidade inata. A massa maior do país não a colhe, não a possuí e então é fácil entender: 1.º o lodo em que nos encontramos – por exemplo (e só um): o nosso primeiro-ministro mentiu na questão do seu curso superior mas continua em funções; 2.º porque fogem de cá os que possuem essa capacidade e não considero como exemplos dignos Durão Barroso e António Guterres. Esses tresandam a lodo.
Cabe agora questionarmo-nos “o que se segue?”. Os dois partidos políticos, os maiores e mais representativos, a bem ou a mal do país desde que a democracia se instalou como modelo político preferencial, não conseguem chegar a acordo. Era difícil? Não tanto quanto ter fome e não ter que comer. Não tanto como querer dar calor à família e não ter como. Não tanto como querer poder ser útil e trabalhar, com as vantagens sociais, familiares, psicológicas e eu sei lá, que isso traz, e não ter onde ou como - e ler o analfabeto deputado Ricardo Rodrigues afirmar que aproximadamente 5000 euros não lhe chegam para viver! Este homem, claramente não tem a dignidade suficiente para pisar este país quanto mais ser deputado e o que mais me preocupa, usa oxigénio que nos é precioso para pensarmos, mantermos as nossas funções vitais e já que ele o usa de modo tão pouco capaz, seria melhor que ele cessasse toda a actividade, até mesmo essa.
Pergunto-me, ao fim destes anos que tenho, em que sei que metade foram passados em crise, se este estado de podridão não terá chegado ao limite de dizer chega. “Obviamente que não”, berram-me as capas dos jornais, os analistas (bons e maus) que muito falam mas de pouco serve nas tv’s, da sondagem de hoje que diz que o PSD se aproxima de uma maioria absoluta… revolta-me o estômago. O povo realmente é sereno. Não temos tomates, não dizemos, chega, não está em nós. A democracia está moribunda. A democracia assim está porque não tivemos capacidade de a regenerar com o voto e porque olhámos para o lado e não nos fazemos valer como povo. Somos ralé moribunda e este estado de coisas atingiu-se pela própria incompetência dos decisores políticos e não por uma qualquer acção social da populaça.
Solução à vista? A democracia está moribunda e irá morrer. Se não morrer, continuará moribunda a alimentar-se da mama podre social-democrata em maioria absoluta e isso será o remake de um filme vezes de mais visto. Somos um povo em extinção porque seremos, em breve, um povo sem nação. Se é que ainda alguma resta.

quarta-feira, outubro 27

Poesia . 22



Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.

José Régio

Que nasceu 1.º: o roubou ou a crise?


segunda-feira, outubro 25

sexta-feira, outubro 15



Só tenho insultos na cabeça e, como tal, não vou baixar a esse nível. Agradeço sim às bestas votantes desta espécie de... coisa demasiado reles.

segunda-feira, setembro 27

De ficar de olhos em bico...

Vejam e pasmem, casa do inspector "gadget"

sábado, setembro 25

Senhores em boa onda, sim senhor



Este vídeo encontra-se aqui por que estes dois são uns senhores, assim deveria ser sempre o desporto, e porque esta é publicidade por uma boa causa. Quem puder que vá, eu ía :)

sábado, setembro 18

Um cartoon de verdades



Viva a produção nacional que, na música, vai de vento em popa.

Porque há coisas assim...



Sou seguidor indefectível e indestrutível de música mais pesada, principalmente dos seus primórdios - black sabbatth, led zeppelin ou então dos mais recentes como metallica entre outros. Por outro lado ouço tudo desde clássica até músicas do mundo, depende do estado de espírito, como em toda a gente. No entanto existe algo a que não sou muito dado - mainstream. É como se fosse uma coisa de... garoto, não gosto de ir em modas :). Pois bem tudo isto para dizer que coloco este video porque tem um "je ne sais quoi", um raio de uma batida, de um ritmo, mesmo com arranjos sobre arranjos, sintetizadores e mais efeitos sonoros que um filme da pixar mas... faz-me parar o raio do raciocínio, do que estava a fazer, quase como se me tornasse rato na presença do flautista de Hamelin. Não entendo. E depois insisto e re-insisto no replay, quando no carro, fico fulo por não existir rewind que valha. Só apetece trocar os sons da natureza por uns minutos desta música a ecoar pela Terra toda - coisa estranha. E depois... a mulher tem uma voz que arrasta uma força digna do martelo de Thor, uma intensidade magnífica. Para além de que visualmente é de tirar o fôlego. E quando tudo se junta assim... press play, again :)

quinta-feira, setembro 16

segunda-feira, setembro 6

Poesia . 21




Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...

Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.


Antero de Quental


Post scriptum: aconselho "causa da decadência dos povos peninsulares nos últimos três séculos". Tratarei de colocar excertos estranhamente actuais.

Ouço ali os primórdios do rock...

Grande batida de um tipo com grande pancada.

Ingenuidade ou hipocrisia?



O título presta-se a estas linhas pelo seguinte ponto de vista. Numa fase de crescendo extremar de posições e em que se perfila que o governo dificilmente chegará ao fim da legislatura, cumpre pensar: seremos guiados pela ingenuidade e acabaremos seduzidos pelo ar límpido do líder do PSD ou será que optaremos, hipocritamente, pela hipocrisia auto-elogiosa reinante?
Não é fácil, assim como está, esta questão não nos leva a lado nenhum, a não ser ao suicídio. Votar PS jamais (desta vez sem ponto de exclamação) – o ressentimento que tinha neste momento ganhou vida na forma da indiferença. Nem que Deus, ou Einstein, venha à terra dizer que aquele é o caminho da luz, eu cega e decididamente virarei para outro lado. Votar PSD perfila-se difícil. Mudança exige-se mas aquele jovem herói não me inspira nenhuma confiança, isto apesar de, aqui e ali, este ter querido valer a sua “coluna direita” ao mostrar de um modo atabalhoado mas directo, a sua visão de muita coisa. Não me considero com simpatia partidária ou sequer simpatia posicional (esquerda, direita ou centro) – considero que essa conversa está ultrapassada – mas acredito e perfazem-me valores que acham que certas propostas demasiado retorcidas e ingénuas (aqui é o meu alter-ego a crer-me sabedor de “coisas”…).
Então em quase histeria e impacientemente perguntam-se: que será de nós!? Calma. O que vai acontecer é, tipicamente, o que tem acontecido ao vulgozinho, a este retalho de terra. Não vamos ter capacidade para alterar a situação e, no extremo, acabarão por chegar cá uns fatos estrangeiros que irão tratar da gente como aconteceu em, salvo erro, no início década de oitenta. E porque não temos capacidade? Primeiro porque caminhamos para o analfabetismo com esta espécie de via verde educativa e depois porque não está na nossa mão fazê-lo. A melhor maneira de mudar isto seria com outro sistema legislativo, isto é, termos a possibilidade de eleger directamente que nós queremos ver no parlamento, este último também reduzido a metade. A capacidade de eleger menos, e directamente, os membros do parlamento faria com que a renovação da sua posição parlamentar viesse carimbada com a responsabilização ao longo de uma legislatura. Isto, na minha ingenuidade, seria uma espécie de aprumo da raça parlamentar, algo que se perdeu e que originou esta penumbra de uma arte intemporal - a política.

quarta-feira, agosto 25

...apropriada



Pareceu-me apropriada.

terça-feira, agosto 24

Melloncollie and the infinite sadness



Há dias que não deviam chegar sem consentimento. Onde a falta da nossa palavra fosse decisiva para a construção deste. Porque assim se sente um mundo de gente constantemente mas hoje, em especial, é diferente porque tocou aos meus. E tudo o resto é tão ridículo... The memory remains.

sexta-feira, agosto 20

Não se vive com elas nem sem elas... :)

Os malandros a querer tratar dos malandros


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Antes de... faço votos de que tenham sido ou estejam ainda a ser uns dias de merecido descanso.

Hoje deparei-me com uma notícia que me fez voltar, ordeiramente, ao teclado. O estado decidiu chamar, como as marcas fazem com os carros defeituosos, todos os beneficiários de subsídios vários (são alguns, não me vou perder neles) para que seja feita uma actualização dos dados muito à luz das alterações previstas numa recente letra de lei. Segundo esta, um subsidiário deste tipo de benefícios terá que: fazer prova de que o património mobiliário do seu agregado familiar não pode exceder os 100 mil euros; provar que, em comum com este, não vivam incluindo parentes e afins maiores “em linha recta e em linha colateral até ao terceiro grau, só para citar estes dois... Com isto querem dizer duas coisas: 1.º não podem viver muitos na mesma casa porque se isso acontecer, e se todos estiverem empregados, não há nada para niguém ou, em alternativa, não se pode ter o avô ou a avó em casa - há que matá-los...
Por outro lado, não se pode ter casa. Quem tiver um reles T1 comprado em Lisboa (qualquer caixa de palitos vale mais do que 100 mil euros), se tiver feito uma pequena carreira contributiva de 5 ou 7 anitos e se se vir desempregado, já não tem direito a nada... Curiosa esta.. como um T1 em Telheiras vale mais do que uma vivenda de 10 assoalhadas em Grândola, o proprietário da vivenda terá direito aos benefícios e o lisboeta não. Que "telha"... Mas nem tudo é miserável senão pensem, esta é a primeira medida de repovoamento do reino português desde os tempos de... D. Sancho I!? Avé Sócrates e a sua corja.
Não quero com este texto dizer que tudo está bem na atribuição dos benefícios, mas também não me parece que isto seja a opção, sequer perto do correcto. Agora será bonito é conseguir encontrar um indivíduo, com casa própria, beneficiário de, por exemplo, subsídio de desemprego em Lisboa, Porto, Gaia, Braga, Oeiras, Coimbra, Aveiro, Faro, Almada, Évora... and so on and so on.

sexta-feira, julho 30

Que diz o vosso post-it?


Sabe a praia

Que a treta nunca acabe



"O que diz Molero" foi a peça que primeiro vi e que mais me marcou. Será reposta certamente no futuro. Disse, já perto do fim, que queria dar cabo do bicho. O bicho nunca irá dar cabo dele em nós e na sua obra. Até sempre "toni".

sexta-feira, julho 9

Tudo é pecado

O rumo oriental – Portugal, o esgoto europeu.



Com um novo golpe de cintura, já de si muito fina, o estado prepara-se para cobra impostos futuros! Um conceito curioso… com infindáveis dramatizações: Sr. Manuel vai comprar leite como todas as semanas. Na caixa, o vendedor apresenta uma conta de 400 euros por 6 pacotes de leite! “Então meu amigo, isso não estará errado!? Não senhor, sabe como as suas compras mostram que consome 6 pacotes por semana, nós cobramos o leite a partir de agora em função disso, cobramos-lhe já o preço anual de leite” É similar… beba-se ou não “leite”. Em Portugal quem trabalha, está fod… em letras garrafais e em “caps lock”, não há como esconder. Junto também aqueles aposentados que lhe saiu do corpo, não coloco aqui as bestas dos partidos e afins comedores de tachos. O estado encontra-se assente nos impostos sobre o trabalho para dar de comer a parasitas cada vez mais sedentos dos dinheiros alheios. As deduções reduzem-se, as fundações sem préstimo, as pensões sobre pensões, a continua inclusão de boys, as pífias empresas públicas e parcerias público-privadas mantêm-se e não mostram sinais de abrandar e com isto a ira há-de descer à terra não sob a forma de manifestações comunista mas em agitação social.
Porquê rumo oriental? Simples, e dentro da minha área. Portugal vai caminhar de novo para a analfabetização. Os miúdos vão deixar frequentar a escola porque as deduções não permitem, porque os pais não têm dinheiro, estão desempregados ou ganham uma miséria e terão que encaminhar os seus filhos para: trabalho de vão-de-escada, trabalho escravo, emigração (só ficará cá a ralé, o esgoto), prostituição ou puro e simples abandono. Irá morrer gente à fome, se não morre já. E com este estado social, apenas pegando no caso da educação, o que irá suceder? Bem… nele já contemplei a morte de pessoas, pior não será ou será? Só se for para os abortos pertencentes aos partidos, todos sem excepção. E quando isto afectar o ramo da saúde? Não à volta a dar, é preciso matá-los. Sim, sem aspas ou metáforas. Temos que lhes dar a morte. Se não lhes convier, o falecimento, que desapareçam. Fujam, não volte mais. Senão, morte aos políticos. Façam-se as cruzadas democráticas, enquanto podemos, temos força, enquanto sabemos ler, enquanto não nos ficam também com o nosso raciocínio, já que quase têm lá tudo o resto. "Caro leitor já matou hoje o seu político!? Não!? Aproveite agora as promoções, duas armas por preço nenhum!! Limpe Portugal e com a morte de dois políticos habilita-se a ganhar uma extraordinária viagem num carro vintage da psp ou num UMM da gnr, uma pena suspensa para completar o seu currículum vitae, modelo europeu, e o agradecimento de milhares de pessoas. Ficam também a seu gosto, a visita a um tribunal, com foto tipo 'pass' nos calaboços, mas isto apenas se quiser comparecer e se esta não atrapalhar as visitas já agendadas. Tudo isto completamente gratuito! Serão dados prémios extras para: a morte mais rápida! A mais suja! Prémio especial para aquele que o fizer só com as mãos! Aproveite já!"

quinta-feira, junho 17

Agora que o ano finda...



"It will cost you $200,000 to put me through university and grad school. If you invest that money instead, I can retire at age 18!"

A propósito da escola e de outras comédias...

-Professor. Poderia faltar só porque me apetece?
-Pode!
-E o que é que me aconteceria, em termos de retenção?
-Nada!
-Mas estava a ir contra os princípios do Estatuto do Aluno?
-Estava!
-E como é que o Estatuto me punia?
-De maneira nenhuma!
-Isto não é um bocadinho incoerente?
-Chiuuu! Faltar porque lhe apetece é contra o Estatuto, mas pode-se fazer! Mas é contra! Mas pode-se fazer, só que é contra! O que é que acontece a quem o faz? Nada! Mas é contra! Mas pode-se fazer, só que é contra!
-Portanto posso faltar?
-Pode!
-Mas é contra?
-É!
-E o que é que me acontece?
-Nada!
-Ah!

quinta-feira, junho 3

quarta-feira, junho 2

As bestas quadradas.


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O Ministério da Educação ou as sumidades absurdas que por lá vagueiam, a começar pela desprezável ministra, decidiu encerrar escolas com menos de 20 alunos. Certo? Errado? Bem… como vem do ministério, e eu detesto à morte as pessoas que ocupam aquele edifício, fico logo com a sensação de que a medida é estúpida mas como me considero pessoa de bem e racional, paro e penso.
Prós: poupa-se, talvez, na mão-de-obra, funcionários, professores; são escolas com menos de 20 alunos tendem a ser escolas antigas, sem condições plenas e isso é um óbice que, nem os projectos, nem as autonomias vieram minorar – falta de vontade ou jogada já ensaiada…
Contras: Normalmente as escolas de acolhimento estão a muita distância. Passam os meninos a percorrer, em média, em transportes o equivalente a uma viagem de ida e volta entre Coimbra e Aveiro, sensivelmente duas horas. Ou seja, caiem na cama, não se levantam; desperdiçam tempo de estudo em “passeios”, fogem de um meio mais resguardado (para o bem e para o mal) para um meio mais aberto a tudo, à socialização, aos vícios, ao descontrolo ou acompanhamento. A casa para eles será o mesmo que é para alguém que more em Lisboa e que trata por tu o IC19 ou a CREL, um local de encontro com pessoas que se conhecem vagamente ou por quem se tinha outrora laços. Passam o dia carregados de livros uma vez que não vão a casa almoçar, logo não trocam os ditos.
Numa área mais cinzenta pode argumentar-se também que aí as turmas serão maiores, geralmente acontece mas não é uma inevitabilidade, e, como tal, a atenção dispensada ao menino será necessariamente menor. Que conclusões tiramos? Há mais contras que prós, sim mas isso pode ser o meu subconsciente, que deseja como se não houvesse amanhã, a implosão do edifício da cinco de Outubro, a funcionar. Sejamos sensatos e vejamos um quadro ainda maior. Basicamente e, fazendo fé pela noticias online, as escolas a fechar são no norte e interior, trocando por miúdos, as zonas mais afastadas do Litoral, ou seja (parte dois), está-se mais uma vez a fazer pender o país, não para o abismo, mas para o Atlântico, a desertificar o interior.
Se este tipo de medidas se levar ao ridículo ou extremo ou insano qualquer dia a fronteira de Portugal pode bem começar em Santarém. Olivença? A medida é boa ou má? Pelos prós e contras parece-me mal, por vir de onde vem, péssima, mas olhando ao quadro maior, Portugal, que andamos a querer fazer-nos? Já não há comboios, centros de saúde, vão deixar de haver escolas, que se seguirá? Há mais vida para além de conceitos economicistas. Será para aproveitar o interior para pasto? De bovinos e bestas quadradas partidárias socialistas, seguramente.

terça-feira, maio 25

Crónicas de um tempo imóvel



...este é um episódio de uma novela sopeira re-re-reposta a que chamamos abrupta realidade. Qualquer dia alguém perde o norte.

quinta-feira, maio 20

quarta-feira, maio 19

Please, today, chase you and not the other


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We used to believe in the good old days
We still receive In little ways
The things of kindness & unsporting brow
Forget & allow

segunda-feira, maio 17

Seguramente: nem correcto ou errado


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O Presidente da República acaba de anunciar a promulgação da lei conhecida por "lei do casamento homossexual". Referiu, e sublinhou, que Portugal tem outras coisas com que se preocupar. Não que esta seja uma questão de somenos mas que, por isso mesmo, deveria ser discutida quando o foco de todas as forças e atenção se desviassem um pouco dos problemas económicos e sociais, que são sérios.
Já outrora aqui escrevi sobre o assunto. Do meu fundinho, não sei se sou a favor ou contra. Por um lado sou a favor, porque acho que faz parte da liberdade de cada um a sua autodeterminação sexual. Por outro lado.. não me é muito agradável ver dois homens, por exemplo, de mão dada. É-me estranho. Talvez seja a minha formatação, isto é, como isso sempre foi uma realidade não próxima (longe disso mesmo, não creio conhecer ninguém homossexual) talvez seja essa a causa da minha, em parte, não relutância mas incerteza. Em caso de dúvida digo convicto que promulgue-se.
Mas há coisas que não entendo e, ainda hoje pelo almoço, se cometava sobre isso mesmo, como as leis colidem umas com as outras. Esta lei não permite a adopção de casais homossexuais mas por outro lado a lei da adopção permite que alguém que perfaça as condições de adopção, e uma delas não é a orientação sexual, possa adoptar sem qualquer problema. Quem faz leis não as sabe fazer. Outra coisa que me oferece alguma incoerência é que os homossexuais afirmaram querer, inclusive mais do que o casamento, seria a equiparação aos direitos dos casais heterossexuais, isto é, por exemplo em questões fiscais entre muitas outras. Acho que, neste assunto não se está correcto ou errado.
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Não posso deixar de fazer uma graçola a um senhor pelo qual não tenho a mais minima pinga de respeito, o senhor primeiro-ministro. A frase do dia pertence-lhe e, como dizia o outro, as verdades são para serem ditas: "Como se diz em espanhol para dançar o tango são precisos dois. Durante muitos meses não tinha parceiro para dançar." Cuidado Dr. Passos Coelho... que eles "andem" aí, alguns ainda dentro dos armários de casas, palácios..

quarta-feira, maio 12

Poema . 20


Amar o perdido
deixa confundido
este coração.


Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, maio 11

Porque nunca serão demais...

Incontornável



De pausa em pausa, ao longo do meu dia, fui vendo as primeiras horas do papa no nosso país. Todas as estações, sejam de rádio ou televisivas, cobrem o evento à saciedade :) Tudo bem, não é todos os dias que o papa pernoita por terras lusas.
O que me faz escrever não é a minha crença ou falta dela, não é a mera perseguição da actualidade. Faço-o pelas imagens que fui beberricando. De Fátima guardo memórias vagas, ilustradas sempre pelo sofrimento dos peregrinos pagando promessas em jeito de sacrifícios físicos. Também já visitei Lurdes que, provavelmente com ou a par de Fátima, perfaz outro dos locais ocidentais mais marcantes do ponto de vista cristão. Desse guardo memórias mais vivas onde continuo a relembrar a existência da mágoa física. As ideias substanciais que guardo destes locais de culto são as mesmas, as mesmas que encontro noutros locais e momentos característicos de outras religiões. Quem não se lembra das imagens dos muçulmanos na sua peregrinação anula a Meca. Sofrimento, devoção, muita fé e imagens que, por vezes, são tão rudes que não compreendo esses mesmos actos. Diferentes religiões mas iguais níveis de devoção, parece-me.
A devoção das pessoas é directamente proporcional às asperezas da vida e estando Portugal cheio de agruras, que já chegam a ser chagas de tão extensas no tempo e na resistência das mesmas, seria de esperar que a participação das pessoas fosse imensa, principalmente nos pontos de paragem oficiais. E assim foi, fossem as viagens de um, dez, cem ou mil quilómetros, foi possível encontrar nas ruas lisboetas, mesmo à distância de hora e meia de auto-estrada, pessoas devotas que achariam descanso na esperança do vislumbre do papa, da fotografia fugidia no telemóvel.
É noite já e o movimento contínua, a fé continua a mover os homens, as mulheres sejam eles jovens ou velhos. Curioso, aos meus olhos. Num país que vejo cada vez mais carente de valores morais, éticos, que se diz e vejo cada vez menos cristão, crente, não esperava ver tamanha demonstração de religiosidade. O mesmo país que ainda há dois dias atrás, devido a um mero jogo de futebol, projectou imagens de jovens e não tão jovens, em jeito de guerra civil. Talvez sejam mesmo estes acontecimentos, que se tornam mísera capa dos matutinos, talvez seja a marca da incompreensão de muitas acções do Homem que já nos deixam de surpreender, que tenham tido hoje resposta neste género de exalação geral, nas manifestações que hoje fui vendo. Não esperava, gostei de ver. Entre extremos navega este país.

sábado, maio 8

Olh'ó ladrão!


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Do mais insuspeito e normal acontecimento, uma entrevista, pode surgir o acto mais inesperado, num estado de direito entenda-se. Um deputado do partido do governo, provavelmente habituado a não ser interpelado com alguma insistência lá na sua terrinha, que salvo erro, também está dependente das leis da nossa república - falo do belo arquipélago Açores – teve uma atitude que vai contra um estado de direito, com liberdade de expressão e a resguardo da reserva ou sigilo profissional, como é o caso dos jornalistas. Não sei se o deputado, aquando da sua estada nos Açores estaria habituado a estes momentos. Se estava é porque a lei afinal, como também é sabido genericamente pelas pessoas mais letradas, não chega da mesma forma a todo o lado. Depois do “evento” o mesmíssimo “fasthands” apressou-se a convocar uma conferência de imprensa – julgo ter visto todos os gravadores na mesinha com aquelas correntes das bicicletas – para dar, literalmente, a sua versão miserável do sucedido.
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Antes de prosseguir quero dizer que este senhor não tem atenuantes. É deputado, o que não é seguramente um atenuante, é membro do Conselho Superior de Segurança Interna – nem preciso tecer comentários – para além de que é advogado de formação, algo a que não se pode furtar (mais uma) no momento de alegar as imensas pressões a que foi sujeito. Pressão, meu caro, é a força pela unidade de área e, vistas as imagens, ninguém lhe estava a dar com um pau – antes fosse, que deviam a ele e a todos – a única pressão ocorreu aquando as manápulas do deputado se… e agora surge a graça. Segundo o mesmo “tomou posse”. Se tomar posse for isso mesmo, então as coisas de súbito, e partindo de uma entrevista como muitas outras, se fez luz sobre o sistema democrático português. “Tomar posse” o acto de tomar para si o que é dos outros, sejam gravadores de 40 euros, sejam milhões de milhões de euros de dinheiros públicos a coberto das mais variadas vestes – negócios de ferro-velho, compadrios vários, facilicitações aos amigos a troco de uma vaga num qualquer conselho de administração no futuro quando a “maré virar” and soo n and so on.

De volta à graça, o deputado tomou posse ou… fanou? Palmou? Furtou? Locupletou? Desviou? Acção-directou? Apoderou? Embolsou? Abafou? Rapinou? Surripiou? Para mim roubou mesmo. Diz a lei, que o mesmo estudou – acho eu… também terá sido na independente…? – que no máximo seria acto para uma pena de 3 anos. Ui… era mesmo de valor, houvesse um juiz capaz. Para finalizar… vendo o vídeo, não acham que há ali muito savoir-faire? “Eles vão para lá para dentro e aprendem lá tudo” sobre o acto de roubar. Acabo com uma anedota a propósito:

Um homem passa pela porta Assembleia da República e escuta uma gritaria que sai de dentro;

"Filho da Puta, Ladrão, Vigarista, Assassino, Traficante, Mentiroso,
Pedófilo, Vagabundo, Sem Vergonha, Trafulha, Preguiçoso de Merda,
Vendido, Usurário, Foragido à Justiça, Oportunista, Engana Incautos,
Assaltante do Povo...

Assustado, o homem pergunta ao segurança parado na porta:

"O que se passa lá dentro?”

"Não", responde o segurança. Cá pra mim estão a fazer a chamada para saber se falta algum deputado".

quinta-feira, maio 6

Um anúncio castiço



de voltas às "pubs"

segunda-feira, maio 3

segunda-feira, abril 26

O dia de ontem, há 36 anos, deu que falar...


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Democracia: disfarçada ou desgraçada?
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Se fossemos entrar pela discussão sobre a comparação entre sistemas políticos a discussão se esgotaria em si pela extenuação das ideias e porque não há sistemas perfeitos. A democracia é o melhor dos piores e disso não podemos escapar. E como aferir, já perto da data da nossa emancipação democrática, a nossa própria opção e a nossa responsabilidade política? Política é um domínio tão extenso e que deveria interessar tantos aos cidadãos como o ar que respiram mas os políticos portugueses foram e são muito fracos, são mesquinhos, movem-se por interesses pessoais o que é conduzido pela sua medíocre capacidade de valores e intelectual. Passamos em 50 anos, desde os anos sessenta, de sistemas raquíticos de saúde, educação, financeiro entre outros para sistemas comparativamente melhores. Pelo meio houve uma revolução, houve convulsão ao nível internacional com os choques petrolíferos, com a capacidade de entrar para o sistema económico e de solidariedade que é a União Europeia. As pessoas passaram de ter pouco dinheiro, pouco que comer, ordenados certos mas miseráveis, de alunos sem sapatos na escola, com os pais a preferirem a sua mão-de-obra do que a sua instrução, da falta de cuidados de saúde até mesmo no âmago dos centros urbanos. Muita pobreza. Para uma situação em que existe a universalidade de cuidados de saúde, de educação, de justiça, de solidariedade entre outras coisas. Certo é que tudo mede-se em função do que conhecemos lá fora, dos ordenados dinamarqueses, das férias em Itália ou Rep. Dominicana, dos cuidados de saúde ou de respostas sociais ao nível do norte europeu. Sim conhecemos isso, aferirmo-nos por eles, gastamos como eles ou mais e talvez seja aqui, nesta inevitável e herdada internacionalmente comparação ou uma irritável promoção de expectativas que tudo torce ao lado.
O 25 de Abril de ‘74 trouxe isso tudo mas também levou coisas mas muitas daquelas que trouxe foram empenhadas com o mais importante – o desbarate de valores morais e éticos. A democracia é isso mesmo, quando em roda livre, a democracia abraça para si propósitos económicos e financeiros, estatísticos e comparativos que nos levam a deixar para trás valores morais, éticos corroendo a perspectivas das gentes que em uníssono lutaram pela melhoria da sua vida. Falta a coerência, falta a realidade, peca-se pela, crescente e maliciosa distância entre os poderes decisores a todos os nível, até as famosas agências de rating e as pessoas. Não é Portugal que está mal, está consideravelmente melhor, mas com outros políticos, com outros valores internacionais podia estar melhor e não seria a mesma coisa, não senhor. O 25 de Abril de ‘74 estará para sempre presente, cada vez mais fazendo parte do nosso imaginário, mas muito daquilo que os definiu… perdeu-se, está esquecido e só a necessidade o trará de volta.

domingo, abril 25

Um prazer... para breve :)



Ía colocar umas palavras sobre o 25 d'Abril mas... para já, música.

quarta-feira, abril 21

Coisas que não matam mas moem(-nos).


A propósito de temas já ultrapassados… ou não. Curtas.

Um: O governo decidiu atribuir tolerância de ponto aos funcionários públicos. O governo quando decide, decide sempre à bruta e sem orientação para metade do país. É como se um condutor fosse sendo orientado por um GPS mas onde este gozaria com o condutor dizendo as orientações em cima do objectivo ou se fizesse andar o condutor às voltas. Nunca ninguém sabe para onde vão os tiros. Eu trabalho a contrato para o estado e vai-me saber bem, é certo, mas… interrogações? O estado não é laico? O país não corre a passos largos para a bancarrota? Hmmm… O que faz não se ter a maioria… Devia haver limites, assim penso eu e mais meia dúzia... Eu posso trocar esta “borla” pela visita dos metallica? Professam mais os meus gostos e estados de alma. “És func. Público? Sim, eu vou!”
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Dois: Nuvem de cinzas. Como diz num artigo recente Daniel Oliveira – Butterfly effect na sua plenitude. Ficamos tão pequeninos nestes casos e já há quem diga que houve mais perdas nestes dias do que no onze de Setembro. Comparação infeliz, dirão os familiares e diriam as vítimas, apesar das ideias dos burocratas que fazem praia em folhas de cálculo.

Três: E entrou Pedro Passos Coelho… Correndo o risco de comer estas palavras… não será mais do mesmo? Não é ainda com ele que a politica portuguesa irá alterar a sua mediocridade. Profundo lamento. Já agora na prevista revisão constitucional coloquem lá os termos: Democracia, Moral, Ética, Povo, Isenção, Excelência... entre outros.

Quatro: Salários dos administradores públicos ou pseudopúblicos. Haverá nalgum dicionário palavras correctas para, em décimas de segundo, classificar o tamanho disparate destes rendimentos. Gostaria de ver esta rapaziada em empresas sem monopólios ou a criarem a sua própria empresa já que é no seu know-how que o país se deveria alicerçar para nos levarem.. longe! (para o Norte da Europa nestes dias é mais complicado). Queria apenas saudar a ideia de Ricardo Araújo Pereira que eu acho pertinente: anexação dos salários dos trabalhadores, nomeadamente da GAPL ao preço dos combustíveis. Já que o combustível sobre, quer o petróleo suba ou desça, que o dinheiro fique na economia real. Não deixa igualmente de ser apreciável que na primeira e única intervenção do Ministro da Economia sobre os combustíveis estranhando o preço dos mesmos, a GALP reponde baixando miseravelmente, é certo mas baixando, o preço dos combustíveis.

Cinco: O Primeiro-Ministro não voa no mesmo avião que Cavaco Silva, será porque se dão mal? O sapo cocas não viajará com a miss piggy. Andará ele a enganá-la com outra personagem? E Nosso Senhor que tem o poder da ubiquidade, poderemos ir a algum lado sem corrermos o risco de acontecer um acidente e o mundo acabar? Dammit!!

Para ouvir e ouvir e ouvir e ouvir...



Provavelmente uma das melhores músicas deles e, por tabela, que sempre ouvi.

sexta-feira, abril 16

É português e tem pinta!



E em português sabe também muito bem! Para ouvir em jeito "disco riscado".

quarta-feira, abril 14

No sossego...



Existem imensos mitos urbanos que nunca nos deixam indiferentes. Por vezes perseguem-nos. O deste video é e consubstância um deles para mim. Ver Sting descontraído num sofá a tocar em jeito de tertúlia, na pausa do café ou da conversa, por entre refeições, na resposta a um despique ou simplesmente porque sim dá-me um certo gosto no corpo, um calor diferente. Faço-me entender. Conhecidos meus comentam coisas sobre as suas viagens e um deles comentou-me, certa vez, que em Inglaterra, não em qualquer sítio, na cosmopolita Londres se pode entrar num bar e ver algum grande músico a beber algo, descontraído na sua imortalidade aproveitando os nossos prazeres, dos comuns mortais. E que em qualquer altura este pode subir ao palco e cantar à capela ou, como aqui o Sting, com acompanhamento, subir ao cimo de um momento único e deixar todos os presentes entregues a constância da própria respiração e à providência da sua arte. Ver se uma dia destes encontro um deste momentos e se ele me leva a dar uma volta.

terça-feira, abril 13

O (em) mau Estado.



Durante estes dias de pausa aproveitei para ir espairecer, em jeito de escapadinha, para os lados de Sintra. Uma zona que se assemelha a um museu ao ar livre. Estradas em jeito de livro queirosiano, com bermas atapetadas de árvores frondosas, um ar fresco de elixir que preenche os pulmões que temos e quereríamos ter, pormenores por ali, por maiores acolá e poucos olhos ou sentidos para assimilar tamanha beleza que o homem e a natureza nos oferecem com supra displicência. Muito bonito, sem dúvida, uma overdose do sublime. O tempo ali parece parar, se bem que voa e apenas a escuridão forçada nos retorna ao limite do real.
Mas a viagem e a visita mesmo toda a sua oferta estimulante reportaram-me ao país que temos e não ao que queríamos ter, ao Portugal dos “Allgarves”, do olvido, da falta de projecção, de visão, de culto da identidade nos orgulha ou devia orgulhar. Visitei desde Mafra a Sintra quase tudo o que existe num guia “camone” ou “chininho” para flashar e não se entende como, por exemplo, o Palácio da Pena não merece um reparo digno da sua importância. O estado Português não trata bem o presente, não prepara o futuro mas sempre pensei, até pela imagem que passamos, pelo imenso gentio que visita os nossos símbolos que esta parte de Portugal ancorada por sinal, ao mais querido litoral, fosse mais acarinhada. Enganei-me. Não vou listar o que vi e desgostei nos monumentos, não porque fui pagante, não por ser Português mas não deixo de assinalar esse decrépito, nalguns casos, estado da nossa herança. Eu bem sei que a esfinge no Egipto não tem nariz e que isso faz parte do seu charme, é sucesso nas fotos mas ao Palácio da Pena sobra o verdete das infiltrações, a pintura desvanecida ou tantas outras coisas. Sublinho o contributo de mecenas ou de privados que tomam para si a posse de alguns dos edifícios, Quinta da Regaleira por exemplo, e que nestes são visíveis a sua contribuição constante.
Um país mede-se pelo grau de cultura do seu povo, disse alguém certo dia. Atrevo-me a dizer que este mede-se pelo grau de cultura do seu povo e do modo como trata o seu tempo passado, presente e futuro. Portugal era o mesmo país sem tratar dos seus monumentos? Claro que não e por isso não deveríamos deixar que tudo acontecesse como muitas outras coisas. É o país que temos mas não tem que ser o país que queremos.

segunda-feira, abril 12

Natalie Merchant sings old poems to life


Ando com bastantes coisas para comentar, escrever, libertar mas.. amoleço de fronte das teclas. Só apetece que o gasóleo não acabe, que a estrada não se esgote numa qualquer curva, que o tempo se suspenda e que o Sol por uma vez, só por uma vez não deixe que a Terra rode na sua rotina mediana de sempre, no seu "fazer como sempre fez". E por vezes também paro a escrita antes de essa se materializar virtualmente porque encontro momentos assim. É uma sugestão, como tudo aqui. Mais um video, mais uma palavras em jeito de ritmo.

quarta-feira, março 24

Canção p'embalar



O que soa assim, se soa a inferno.. i'm doomed

segunda-feira, março 22