sábado, dezembro 12

Cheques com e sem.. cobertura.


No Brasil, essa terra que a nós muitos nos diz… praia, mulatas, futebol, beleza natural, corrupção… :) o governo decidiu entregar um cheque cultural. Até aqui… é questionável mas a qualidade da democracia mede-se pelo nível cultural do povo, assim sendo não foi um tiro no escuro ou será que…? Pois bem muitos dos presenteados decidiram gastar o seu carcanhol em pornografia… o que originou um alegre debate sobre se pornografia é cultura ou não. Pois bem pensemos...hmmm... nahh… dissertemos sobre ela: O género quando adaptado à tela é bom cinema e cinema é cultura. Ora vejamos - pessoas bonitas com roupas de gala, noutras situações em seus fatos de trabalho, estão sempre alegres mesmo em trabalho, dispostas sempre ao exercício físico diário e rigoroso; onde os profissionais quando contactados chegam a horas sejam canalizadores, pintores, mecânicos ou doutores, são competentes e inexcedíveis; onde tudo sempre acaba bem. Que mais se pode pedir? Haja cultura.

Nobel(ico)



Barack Obama finalmente recebeu o prémio Nobel da paz mas fê-lo humildemente falando em… guerra!? O prémio Nobel distinguiu numa perspectiva de responsabilidade para o futuro no que respeita principalmente ao seu papel como aglutinador universal de boas causas e actos mas o presidente dos EUA agradeceu justificando que esse futuro não irá ser radioso… descontando o contacto de alta velocidade que as pontas de balas com o, creio, elemento fósforo, traçam as noites dos cenários de guerra. E o presidente sueco terá pensado: “pstt pstt Sr. presidente talvez fosse melhor…” dá cá isso! O caminho faz-se caminhado.

Um pequeno grande jogador


“Gosto de marcar golos e já marquei muitos. Quando estou em frente do guarda-redes não tenho medo, faço de conta que ele não está lá e meto a bola bem no cantinho”
Estas são as simples mas descomplexadas e despretensiosas palavras que a idade de sete anos permite. Um miúdo saudável, muito bem-educado e castiço que tenho o privilégio de conhecer e que se prepara para embarcar numa daquelas aventuras que pode definir o seu trajecto enquanto Homem sempre sob o olhar atento e seguro da família. Não vai para o verde que o lhe transborda a alma mas segue para o lado de lá para conquistar o seu sonho. Força “Xico” continua sem medo e com coração guerreiro de leão!

Bizzarias


As últimas semanas têm sido profícuas em casos com relevância política que respinga a acção ou o poder judicial, sendo que, pelo meio, algum ou muito poder económico anda pelo meio. O mundo junta-se em Copenhaga para salvar e limpar o mundo e Portugal reage visível e invisivelmente, mostrando o nível de imundície que nos cerca, invade, nos completa como sociedade.
Eles foram tantos que se torna num esforço pessoal digno de uma maratona seguir tudo na ponta da língua. Ainda assim, e porque vivemos na sociedade da boa, inerte, má e reles informação que nos entra em contínuo pela sala de estar adentro. Na passada quinta-feira Armando Vara (AV) surgiu na RTP. Este tipo de “aberturas” ao público já as vimos noutros casos… pausa para relembrar… eu ajudo… Carlos Cruz, Dias Loureiro… Se é certo que nenhum está judicialmente condenado o mesmo não será dizer que tudo passou impune aos olhos do povo, e pergunta-se o caro leitor: Porque terá então, o povo português, o terrível estigma, entre outros, de condenar em jeito Lucky Luck, mais rápido que a sombra? Pois bem porque como Portugueses vivemos em Portugal e isso dá a indisfarçável vantagem de conhecer os meandros da pequena sociedade, da “mãozinha”, do “por debaixo da mesa”, do “jeitinho” e como para cima o código genético não se altera o nosso íntimo diz-nos que eles enganam, é assim é o jeito Português. Parafraseando os Romanos: O povo Português nem se governa nem se deixa governar.
Dão também que pensar afirmações de AV como por exemplo, não ipsis verbis mas quase: “recebi uma carta anónima no sentido de alertar o PM sobre escutas e deixei-a na gaveta” assim sem dono, para qualquer pessoa da limpeza, um filho, pessoal da judiciária a leia que isto é material de primeira, digno inclusive do plano nacional de leitura. Quem é que sendo muito amigo de alguém sabe de uma coisa destas e não diz nada? Deixa contar os dedinhos no ar… pois! Todos diziam pelo jeito portuguesinho de “não vá o diabo tecê-las”… E como estas outras naquela maravilho entrevista. Gostei particularmente do jeito como qualquer pessoa perdida pode subir à penthouse do BCP ou de como sinceramente afirmamos que somos facilitadores de contactos, como que entrepostos de favorecimentos.
O grave de tudo é que a justiça é redigida por estes “maduros”. O grave é que a justiça querendo ser cega não o é mas faz-se sim cega à delapidação das suas competências e meios sem que os seus actores protestem. O ainda mais grave é que neste país alguém que foi ex-secretário de estado e ocupou lugares de relevo no maior banco estatal e privado venha dizer com todos os dentes que sim favorece encontros e que não vê mal nisso. Títeres, somos títeres.

segunda-feira, novembro 23

O verdadeiro jogo, assim dizem.



Dizem, com razão ou sem julgem por vocês próprios, que este é o jogo mais difícil do mundo! Será marketing ou pura realidade. Experimentei. Não sendo mais ou menos dado a jogos do que o comum dos mortais, não o achei fácil nem difícil, foi qualquer coisa por entre extremos. De uma coisa estou certo, acho que devem tentar. O link fica AQUI. Para uma pausa "kit-kat".

quinta-feira, novembro 19

Team work



Mexo-me pelas coisas alegres e positivas. Esta é uma delas. Bem interessante este "movimento".

domingo, novembro 1

Homem da frente



E hoje toca a única música que não gostaríamos de ouvir. Hoje e sempre, pelo verdadeiro "Homem da frente" saquem os vossos discos, como ele fez outrora por nós, e dediquemos-lhe qualquer coisa boa.

segunda-feira, outubro 26

...apanha as canas



Convivas abalaram, tudo arrumado entre cantos, sala vazia e luzes desligadas que a arte prostrada na parede já sabe o que estes actos impõem. Pelo meio da última vez que decidi escrever houve uma eleição seguida de outra eleiçãozinha. Na segunda e, nuns casos, apenas a história nos faz perceber as distinções conseguidas, noutros o conformismo deu força às pernas para irem colocar a cruzinha. Nas primeiras ocorreu um mal menor. Não fiquei contente mas esta era a primeira vontade, abaixo com a maioria. Sou exigente mas quando a utopia nos guia a vontade, o desaparecimento em massa dos pseudo-políticos, cada situação parece um desafio extenuante. Votar nestas eleições foi como ir colher cogumelos sem perceber patavina do fungo. Os nossos políticos são fungos e seguramente prejudiciais à saúde, ao invés de alguns dos fungos alagadiços que são um acepipe.
Depois faltava ver como ficaria composto o governo sendo certo que a oposição reconfirmava as juras de verticalidade e inexistência de qualquer tipo de uniões agradáveis, uma dinâmica de pátio escolar: “não nos deixaste jogar à bola, agora que já não tens para ti, também não te deixamos jogar connosco! Toma!” Diz-se que todos temos uma criança em nós e é verdade. Por outro lado algumas pessoas perguntavam-me: então que achas da nova ministra? Sinceramente não sei mas a revolta não passou e olhando à personagem, com a probabilidade de errar como é óbvio até porque não fiz qualquer tipo de search ao ente em questão, acho que não é grande escolha e justifico porquê. Primeiro afirmam que é professora e sim é verdade e positivo principalmente quando nos lembramos do prodígio cessante e dos seus lacaios mas… há quanto tempo não exerce? Para mim isso faz imensa diferença. Depois parece-me como a Ministra de Saúde, isto é, é muito amorfa, não parece fazer nada de relevante e isso confirma-se pelo seu historial – uma pilha de livros escritos em parceria e umas posições de “ajuste directo”. Não lhe conheço, para bem ou mal, participação cívica sobre o tema educativo como tem, por exemplo, Santana Castilho. E falta ver se os estarolas amestrados permanecem ou não. Em relação aos discursos: O do Presidente, fraquinho, repetitivo, desprovido de novo alento, pé firme ou coragem como seria digno de um país moribundo mas que se recusa ao ritmo deprimente de uma qualquer fadinho lusitano. O do atleta de fim-de-semana, muito marcado por um acesso de portuguesismo, ou seja, acesso do coitadinho. És coitadinho? Toma lá uma casinha ou um subsídio para poderes não fazer nenhum e se tiveres uns rebentos, mais ganhas! O franzino atleta fez como se estivesse, mais uma vez, no pátio lá na escola: eu sou muito lindo, virtuoso e determinado mas aqueles meninos não me deixam brincar com todos os brinquedos como, onde e quando eu queeeeeero!
Pseudo-políticos é o que dá… Um carregamento de coragem para a residência do menino, se faz favor. A vida custa não é, Zé? Não vai durar muito.

PS: Um forte abraço, ou esganadela ainda não decidi, ao excelentíssimo ex-ministro, ex-eurodeputado e novel desavergonhado, João de Deus Pinheiro que mandou às favas o seu lugar de deputado em meia hora. Será que não é digno de Guiness? Devia ser digno era de umas quantas coisas do tipo… hmmm… ficar sem as subvenções vitalícias que amealhou ao longo da sua carreira?... existência pseudo-política. Já soube se assaltos que demoraram mais…

Telemarketing de pernas para o ar

sábado, outubro 17

Muse - Invincible



Boa malha, dia 29 de Novembro lá estarei.

quinta-feira, setembro 3

Começa a escola.. lição 1: relatividade



Ao fim da tarde, um ginecologista aguarda a sua última paciente, que não chega. Depois de 30 minutos de espera, ele supõe que esta já não virá e resolve tomar um gin tónico para relaxar antes de voltar para casa. Instala-se confortavelmente numa poltrona e começa a ler o jornal quando toca a campainha. É a paciente que chega toda esbaforida e a pedir desculpas pelo atraso.
- Não tem importância - responde o médico.
Olhe, eu estava a beber um gin tónico enquanto a esperava. Quer um também para relaxar um pouco?
- Aceito com prazer - responde a paciente aliviada.
Ele serve-lhe um copo, senta-se na sua frente e começam a conversar sobre banalidades. De repente ouve-se um barulho de chave na porta do consultório. O médico tem um sobressalto, levanta-se bruscamente e diz:
- A minha mulher! Rápido, tire a roupa e abra as pernas!
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Conclusão: Na vida tudo é relativo...

terça-feira, setembro 1

Qual é o valor democrático individual?


Começo por esclarecer que este texto não será escrito atendendo ao pretenso, futuro acordo ortográfico.
Aproximam-se as eleições e com elas um momento tão decisivo da nossa democracia como a possibilidade que temos de participarmos activamente na melhoria da mesma dia após dia. Não o fazemos porque cansa, porque implica ficarmos na "berlinda", tomarmos uma atitude de destaque pelas nossas ideias. Assim sendo ficamos reduzidos ao recondito, à reclusão, escuridão, solidão daquele cubículo seguramente, fonte de gripe A para algum mais azarado. Nele não pensamos, já o devíamos ter feito. Devería ter sido feito ao longo dos últimos 35 anos, a idade desta jovem democracia. Quem não o fez é melhor não pensar lá, pensamentos em locais semelhantes só trazem pressa, pressa traz incoerência, ininteligência, estupidez inclassificável. Por isso se vão pensar para onde pensar não é requerido, para onde se quer acção com segurança, com sabedoria, o melhor é optar "à nobel".
Sinceramente acredito que seja essa a única coisa certa, a incerteza. Só essa não foi usada ao longo deste tempo. A incerteza do branco trará seguramente os olhos de muita gente para este país rico porque apenas um país rico comporta tamanho desbarate da coisa mais pública, as suas gentes, o seu potencial como nação. Gostaria de dizer para não votarem em nenhum dos partidos que foram governo até hoje e para pensarem muito mas muito cuidadosamente nos outros sobrantes. Gostaria, não o faría mas fiz. Em caso de dúvida - correcção, em caso de que a certeza vos falhe nem que seja por 1% arrisquem não arriscando em mais quatro anos de potencial humano, territorial, financeiro e demais áreas caia nas mãos de genuínos incompetentes para os quais os valores, o raciocínio se estaciona no dia que a vitoria é obtida. Votem bem, votem atentos ou votem branco. Não sejam saloios, saloio é calar, saloio é não agir quando se deve actuar. A soma das acções individuais, da democracia individual deveria ser o valor da respectiva democracia. A nossa é a que é, mudem-na.

PS: i'm back - a bastards work is NEVER done!

domingo, julho 5

quinta-feira, julho 2

O estado, tauromáquico, da nação.


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E ficará para a história esta como a imagem do ministro Manuel Pinho, será justo? Hmmmm... nem justo nem injusto. Este foi sempre um dos ministros mais coloridos do Governo, emotivo, com tiradas a destempo e isso fará dele um homem normal. Uma coisa não se lhe pode apontar é de não ser genuíno ao contrário do chefe de governo que conta inverdades a torto e a direito. É bem demitido, porque ele não se demitiu? Sim mas até aqui eu identifico uma jogada pré-eleitoral. Também é certo que aqui Sócrates ficaria na situação de "ser preso por ter cão ou não ter" de qualquer modo o criticaria, digamos que me está no sangue não gostar desse senhor.
Deixo uma música ao ex-ministro que se apropria bem ao caso.

Ainda ou já só vês os pés?



O dia-a-dia de um professor é repleto de situações únicas, nem que seja pelas tiradas dos jovens a quem eu proponho todos os anos o negócio das suas vidas: aprender, crescer por dentro como por fora. Uma das coisas que também pode acontecer é: “Srs. Professores de substituiçãaaaao! Tenho o sétimo D, o oitavo A” etc etc, como menus num qualquer takeaway. Com um sorriso, lembrando da maçada do momento vivido, digo-vos que são ossos do ofício. Nesses momentos pretendo, não havendo outros objectivos a atingir, melhorar a capacidade crítica dos jovens de hoje, a capacidade de observarem situações importantes para o seu futuro e, com esta primeira abordagem, saírem do estado “tábua rasa” para melhor optarem ou palpitarem quando a necessidade assim obrigue. Os meus momentos de substituição com eles, preencho-os então de um modo responsável vendo, por exemplo e dependendo do nível etário, com o visionamento de documentários que carrego a prazer e onde os temas são variados: o clima, reciclagem, alimentação saudável, etc. Uma série de informação que os leve a ficarem melhores seres, mais conscienciosos ou então não mas que onde a desculpa do “não sabia” nunca mais será aceite.
E porque tanta conversa? Hoje por necessidade desloquei-me às imediações do Macdonalds aqui da minha terrinha e não foi o cheiro a ‘combustível’ (óleos das batatas fritas) que impregnava o ar mas foram os gritinhos e animação que me levaram a olhar para lá. Repleto de catraios, miúdos de… não sei, quatro ou cinco anos todos com os seus chapéus liliputeanos muito garridos, vozes em falsete afiadas e energia a mais nos pés eu encontrei o ‘parque de merendas e diversão’ do restaurante fastfood da reconhecida cadeia.
Minto se dissesse que o calor que me derretia desde a planta dos pés ao mais insignificante pensamento tivessem desaparecido mas abrandei para observar o ‘quadro’. Um dos documentários que passo à exaustão é o de Morgan Spurlock, um jovem nova-iorquino que um dia pensou: “sou saudável, sem doenças passadas, ou vividas, nem vícios presentes, o que será que devo fazer comigo mesmo? Já sei vou comer só durante um mês no macdonalds, só para ver…” E assim fez e assim ia dando aniquilando o que uma boa educação havia criado em trinta anos. Se existe uma coisa que o documentário mostra, e não só ele mas os rabos gordos, as banhas oscilantes, as carinhas e garriguinhas fartas é que um dos problemas futuros será a alimentação, o sobre peso. É sem duvida uma das doenças silenciosas que já vivemos, recriminamos alguém por fumar mas não fazemos igual quando essa mesma pessoa se enche feita… É uma doença evitável, estúpida, de novo-riquismo.
Como posso eu fazer valer a atitude crítica quando um menino ou menina de quatro ou cinco anos é levada a estes locais por pessoas que se pretendem responsáveis de formação ou meras educadoras por necessidade de ‘gás, água e luz’? O que mais custa é que a informação é tanta e as educadoras erma tão novas. O capitalismo tem coisas estúpidas e a nossa única arma é a consciência. Não sei para onde caminhamos… eu sei, vou comer uma maçã.

A minha avó



"Uma avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam flores bonitas nem lagartas. Nunca dizem: Despacha-te!. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a esma história várias vezes. As Avós são as unicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas comodizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver televisão."

Um beijinhos grande para a minha avó que fui obrigado, depois da hora visita, a deixar como diz o menino do texto " é só estarem ali" no hospital. Ela não é gordinha :) mas é a minha.

segunda-feira, junho 29

domingo, junho 21

Curiosidades


Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor Português, pintava portas ,paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar Panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora.
Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeupenhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se, principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profunda privação passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... - Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos6 portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. - Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém Papai Procópio partira para Província.
Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: - Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? - Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitistes, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão. Perfeito: Pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaus, piabas, piaparas, pirarucus. Partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.
Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando...

Para "allen" de outras coisas, ela tem razão

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Música acompanhada de vídeo curiosíssimo, inspirado no inicio dos anos setenta em versão country. Podendo e querendo puxem pela letra dispersa pelas ondas "netianas" e riam-se. Moral da "história"- é preciso ter arte, em todos os campos.

segunda-feira, junho 15

quarta-feira, junho 10

Dia da Nacionalidade



Parece algo contraditório que um país que tenha uma fraca auto-estima, o único país bipolar do mundo, tenha um dia em que comemore os seus melhores, os seus valores, os seus princípios. Um país que, sejamos honestos, onde os seus cidadãos se abstiveram recentemente de participar numa eleições. Sim, é justo, não houve discussão europeia, ou será que houve? Temos um défice de políticos capazes de mostrarem os valores que todos defendemos, principalmente quando o nosso dinheiro não depende disso, ou será que nós também não temos uma atitude cívica exigente? As discussões hoje não são europeias ou nacionais, são globais e se os políticos são maus, façamos algo por isso, candidatemo-nos, deixemos de estar ancorados à nossa confortável cadeira, tenhamos uma atitude cívica, nem que seja a de votar uma vez em cada… quatro ou cinco anos.
Somos o país europeu com as fronteiras definidas à mais tempo, que teve períodos de grande expansão territorial e de riqueza, outros de grande contracção na condição humana, alguns sujeitos a um emudecer contrafeito não silenciado e único na situação que nos encontramos. As mulheres, relembravam-me ainda esta semana, não votavam todas antes de Abril de ’74, não estudava quem queria, trabalhavam até os que não queriam, que na sexta acabavam a escola e no sábado já carregavam peças de fazenda num qualquer portão classificado como “fábrica”, ou no campo com o corpo de Sol a Sol, não como hoje onde se privilegia o contributo intelectual.Todo o percurso é composto de mudança, insólita nuns casos, imposta noutros, desejada em todos. Hoje é dia de pensar Portugal seja na praia, seja na esplanada, seja em casa, no campo ou na cidade, é dia de pensarmos como melhor fazer, assim exigir mas nunca desmobilizar. Tudo começa com ao exercício da democracia. Antes da democracia só os abastados tinham educação, alimentação, saúde e cuidados na velhice. A democracia permite que ao pobre ter o voto. Parece pouco mas com ele é possível mudar o poder da “economia da carteira” para a “cabine de voto” como tão bem foi ilustrado domingo último nuns ares circunspectos mas muito bem merecidos. O poder da cabine individual, solitária, exígua de voto permite que todos estejamos nivelados e com isso o poder da massa distribua igualdade pelo país adentro. Tudo parte da participação activa e coerente da tal nacionalidade que hoje seria de esperar que todos celebrássemos. Era preferível utilizar o dia em prol de uma discussão aberta, em fóruns universais das problemáticas da população, e são muitas, do que utilizá-lo como um mero feriado. A democracia não é uma certeza, não é uma caridade, é algo que devemos pagar diariamente com o nosso contributo cívico para aliviar o dia de amanhã de sobressaltos na economia, na educação, na saúde, na justiça, na comunicação social… enfim nas fundações da própria democracia. Se isto não serve de estimulo, mesmo em tempos de crise como este… o que servirá? Outra maioria acéfala? “Vale a pena pensar nisto”.

segunda-feira, junho 8

Festa da democracia



E então entrados à pouco mais de cinco minutos no dia oito, sabemos que o PSD ganhou as eleições. Queria dizer algo sobre isso. Já disse. Que conclusões poderemos tirar do dia eleitoral? Algumas.
Primeira e óbvia é a abstenção e essa ganha por estrondosa maioria quer cá quer lá fora por essa Europa fora. Um sinal para quem faz que governa este continente ingovernável e mais massacrado por guerras que todos os outros todos juntos. A população europeia só esta de acordo numa coisa: pouco querem saber da Europa, no dia que quiserem saber, Deus lhes valha. Segunda: O PS perdeu, não foi o PSD que ganhou. O PS perdeu (contas por alto 600 mil votos) e eu estou contente, feliz inclusive. Adorei ver a cara de paspalhos dessa gente repugnante a começar pela senhora ministra que pouco educa, como as câmaras retrataram pela enésima vez. Não têm nível representando uma corja de descorteses que se mede muito fácil nas situações onde o Homem tem que mostrar o que vale. Assim sendo estimo bem seja o inicio de uma época até às legislativas, e para além delas, que se classifiquem como os piores das suas vidas políticas, fizeram por o merecer.
Terceira, e uma que me merece grande respeito já que uso dela a miúde: os votos em branco. (Momento rasca – 00h11 e a sicnoticias faz um directo para que Paulo Rangel abra, a custo, uma garrafa de champanhe e caia no ridículo. Por mim não sei mas acho que temos o que merecemos.) Feitas as contas foram, aproximadamente, 163 mil votos em branco que correspondem, nestas eleições, a 4,6% o que indica que se estes fossem de um partido, a eleição de um deputado estaria no papo. A juntar a esse todos os nulos que perfizeram cerca de 70 mil! Ou seja, neste país cerca de 200 mil pessoas saíram de casa e, apesar de exercerem o seu direito de voto, exerceram-no do modo mais duro, penso eu, para a democracia. Disseram chega, “vocês não me servem”. E pensemos… se estes tivessem tido a preguiça para, sabendo que assim iam proceder, não votar, os resultados da abstenção seriam… repugnantes, como os nossos políticos. A primeira parte já foi, faltam duas...
Post Scriptum - duas notas: primeira: os "cães de caça" socialistas da minha região desta vez não estiveram à porta das assembleias de voto, andavam meio escondidos nos fundos, acabrunhados. Já sabiam o que ia acontecer, o tacho está por "horas". Segunda: se fazem cá se pagam, certo dia houve alguém que não permitiu a um candidato concretar o discurso em noite eleitoral e, triunfante mas grosseiramente, entrou no ar e "obrigou" as emissões a para ele orientarem os focos. Houve deu-se o inverso. Foi bom de ver.

Parece democracia, senhor...



Sobre o provedor de Justiça…
Num estilo muito “felino” queria fazer uma apreciação sobre a pseudo-problemática da substituição de Nascimento Rodrigues. Digo “pseudo” uma vez que considero este um facto político relevante, de imenso valor e um sinal de que afinal as instituições democráticas, como a Assembleia da República, não funcionam, funcionando. Quais são as atribuições do provedor? Quanto auferirá? Quantas vezes esta personagem política teve intervenções, de revelo ou não? Sabiam o nome dele antes da polémica? É não é… pois muita pergunta com respostas pífias e de orientação semelhante. Que concluir então, sabendo ainda que este actor político é eleito em concluio entre os dois maiores partidos nacionais? É tacho! Não serve para nada porque nada pode, nada impõe, nada consegue e papéis andarão com a chancela do provedor, com o alto patrocínio da República, única e exclusivamente para justificar a ineptidão do cargo – este justifica-se nele próprio o que é a única injustificação possível. Assim sendo, e projectando que este lugar será bem pago, aplaudo a indecisão decisiva dos maiores partidos políticos nacionais. Grande serviço à nação! Menos um tacho, nem que seja por um mês, que é atribuído neste reles plano político nacional.
Post scriptum – já repararam na semelhança entre Nascimento Rodrigues e Christopher Lee? Serão só os meus olhos? …

segunda-feira, junho 1

Humor... em inglês



It was once said that a black man would become President of the United States, "when pigs fly!".
Sure enough, 100 days into the Obama presidency.....Swine flu

domingo, maio 31

Óptimo


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A canção de protesto está de volta. Também elas fazem parte da democracia. Rua roto!

sábado, maio 30

O último "pique"



Permitam-me que este artigo seja uma pequena homenagem a um rapaz que admiro por saber jogar à bola. Em catraio, foi o primeiro jogador com epiteto de "estrela" que vi passar perto das amoreiras no seu honda crx (julgo eu) com uma trufa farta, ainda de leão ao peito. Talvez por isso e pelo meu sportinguismo nunca deixei de ver os seus jogos sempre que possível. Lembro-me dele com o leão ao peito, ao lado de Paulo Sousa, Naybet ou Balakov numa equipa que merecia ter feito estragos como os que ia protagonizando em Madrid numa eliminatória em que ele derreteu a defesa do Real. Vi-o num célebre jogo com o Atlético de Madrid em que marcou um golo fora da área, jogo do qual o V.Baía saiu a chorar com as três batatas que deixou entrar, sem ter percebido o que lhe havia acontecido. Berrei e praguejei de raiva quando chutou na bola e no resultado contra a Inglaterra no Euro2000 num jogo em que passei do inferno ao céu. Senti tristeza quando trocou o "blaugrana" pelo merengue mas não defraudou ao levantar mais alto outro emblema e onde mostrou todo o seu potencial. Não gostei quando o encostaram e aliviei-me ao vê-lo no Inter onde ganhou campeonatos e amanhã se prepara para encerrar uma fase da sua vida. Arrepiei-me com ele sempre que os dois ouvimos os estádios a rugir A Portuguesa com as quinas ao peito. Vai-se embora dos relvados a valer mas deixa uma imagem de resistência, trabalho, profissionalismo, dedicação, sofrimento, honestidade. Bem haja. Poderei dizer daqui a uns anos que o vi jogar, que vibrei, que "estive lá" como o meu pai fala de Coluna, Yazalde, Eusébio, Damas, Cruyff, Muller entre tantos e tantos outros. Zidane foi o que mais me impressionou mas o Luís, não ficando atrás, é o meu "7" e não trocava "este cromo" por nada ou ninguém. Sorte e saúde.
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Cari Amici dell'Inter,
domani, 31 maggio 2009, sarà la mia ultima domenica da calciatore. Insieme con gli amici dello Sporting Lisbona, del Barcellona, del Real Madrid e della nazionale portoghese voglio ringraziare tutti voi, tifosi nerazzurri, che mi avete dimostrato affetto sin dal primo giorno a Milano.
Mi fa molto piacere che l'ultima domenica da calciatore sia, per me e per tutti noi dell'Inter, una domenica di festa per il successo del quarto scudetto consecutivo.
Vincere è sempre stato l'unico vero obiettivo della mia carriera. Vincere tutto quello che potevo vincere, dalle partitelle in allenamento ai campionati, dalle coppe ai trofei personali. E per arrivare a vincere ho conosciuto una sola strada, quella del sacrificio e del lavoro. Me lo hanno insegnato quando ero ragazzino allo Sporting e tutto quello che ho ottenuto non è mai arrivato per caso, ma dopo tanti sacrifici.
Per questo motivo, oggi, voglio anche chiedere scusa se in qualche partita o in qualche periodo, per colpa di un infortunio o di altro, non sono riuscito a dare il massimo. Il primo a essere dispiaciuto ero io, perché non riuscivo a dare a tutti voi quello per il quale avevo lavorato.
Quando sono arrivato a Milano, l'Inter era una squadra che stava imparando a vincere. Di strada ne abbiamo fatta tanta insieme e per questo voglio ringraziare il presidente Moratti, gli allenatori, tutti i compagni, tutte le persone del club che ho conosciuto e con le quali ho lavorato. Se sono stato bene a Milano il merito è loro.
Il calcio mi ha dato tanto, ma soprattutto mi ha regalato la possibilità di conoscere persone meravigliose, amici che resteranno per sempre, e in questo gruppo il presidente Moratti e chi ho conosciuto qui, nell'ambiente nerazzurro, avranno un posto speciale. Come tutti voi, cari tifosi.
Non avere mai avuto un problema con un solo mio compagno di squadra è il trofeo più bello della mia carriera.
A tutti gli interisti, un abbraccio sincero e la convinzione che l'Inter continuerà a lavorare per vincere sempre di più.
Con affetto,
Luis Figo

terça-feira, maio 26

Diferentes níveis de perda.



Foi notícia ontem a questão da menina Russa ou Portuguesa, acabei por não perceber bem até porque pouco li sobre o assunto e, perspectivo, que não o irei fazer – ando algo preguiçoso ou, como passo a baptizar, terrivelmente selectivo.
Neste caso existem duas situações, uma digna de notícia, a outra digna de, não sendo demasiado duro, relativa atenção. Atiro-me à que julgo importante. A menina, de nome Alexandra, foi entregue por um juiz à mãe biológica (nunca o termo “biológica” esteve tanto em voga, fora das salas de Biologia) ao fim, salvo erro, de seis anos ao cuidado de uma família Portuguesa. Seis anos são seis anos (touché), mas estes assumem um carácter mais… como hei-de dizer, relevante quando a menina foi entregue a esta família com três meses de idade. Ou é a lei que está péssima, ou a decisão do juiz foi extemporânea (o que custa a crer, nem que seja pelo tempo da sentença) ou é de tudo um pouco. Uma decisão desta relevância tem que ser irrepreensível a todos os níveis e não é esse o sentimento que a mesma oferece – parece-me uma violência como toda esta situação, desde os timings ao modo como a mesma, pesadona, “cai do céu” ao cabo de seis anos.
A segunda questão tem a ver com as imagens sobre a educação ao estilo Cossaco. As imagens foram classificadas em diferentes níveis mas todas tinham, em comum, o tom condenatório – que a menina tinha levado umas palmadas. Levou, é justo e toda a gente veio recriminar. Na passada semana foi feita a notícia de uma outra rapariga de origem Russa, de nome Alena, que faz e acontece – toca piano e ganha prémios, tem muito boas notas, pinta e, diz quem viu, que não pinta mal. Ou seja a verdadeira moça dos sete ofícios e todos feitos a um alto nível. Excelente! Todos aplaudem mas pensemos… imaginem que a educação de Alena teria sido igual à educação que Alexandra se prepara para… lucrar. Seriam críticos? Educar é complicado, culturalmente difere, varia de povos para povos mas uma coisa é certa. Ter alunas como Alena é o que se precisa e se é preciso ser mais rígido quando a birra se instala, assim seja. As coisas não são incompatíveis, educar e disciplinar, não podem ser.

domingo, maio 24

Keep'on walking



Ando numa voragem de quilómetros, ao tempo que chego, sinto logo que o sentimento de partida fácil, vem abraçar-me, sem grande afeição. Imersos nesta doença genérica, em que todos vivemos, como "Luísas" - "Luísa, sobe que sobe, sobe a calçada" - os dias não marcam, não se vive, não se saboreia, não deixa saudades, se não quisermos... À pouco tempo atrás foi feita uma iniciativa em que os aderentes desligavam os aparelhos eléctricos para a Terra respirar. Acho que o Homem nesse, e noutros dias, não se apercebe de que é ele mesmo que carece de oxigénio, de suspensão. Esquece o "barco", para e olha para o mar, o sol, respire e... expire. A viagem foi dito, faz-se viajando. Abraço aos "acabrunhados", que eles "andem" aí.

Poesia 18 . de volta


Monstros e homens lado a lado,
Não à margem, mas na própria vida.
Absurdos monstros que circulam
Quase honestamente.
Homens atormentados, divididos, fracos.
Homens fortes, unidos, temperados.
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Ao rosto vulgar dos dias,
A vida cada vez mais corrente,
As imagens regressam já experimentadas,
Quotidianas, razoáveis, surpreendentes.
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Imaginar, primeiro, é ver.
Imaginar é conhecer, portanto agir.
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O'Neill

Quem diz a verdade não merece senão... um abraço!



A malta estudante tem a mais verdadeira e pura sabedoria. Este pode ser o mote para este ano eleitoral!

quarta-feira, maio 20

Boa lembrança



Foi notícia, na passada semana, que um grupo de cientistas portugueses conseguiu obter provas de que o território português poderia ser alargado. Não, não conseguimos surripiar finalmente Olivença aos nuestros hermanos, numas coisas enteados para outras. O grupo de cientistas, ao fim de quatro anos e depois de conseguir o concurso de um robot submersível capaz de mergulhar a grandes profundidades semelhante ao que anos atrás me deleitou com as primeiras imagens, em certa de oitenta anos, do Titanic, colocou mãos à obra e, segundo as normas da ONU, verificou que o território Português Continental, ao nível subaquático, é maior. O aumento é tal que ficaram envergonhadas as melhores previsões do grupo que pensava conseguir aumentar a nossa plataforma continental mas poucos apostariam nos 2 milhões de metros quadrados, aproximadamente 23 vezes o território continental.
Por que é que este dado digno de menção? Desde os tempos das descobertas que Portugal não estendia o seu território, ou seja, há cerca de 500 anos! Apesar de algum cepticismo, este tipo de demandas poderão ser úteis no futuro, tal como as avenidas do Marquês do Pombal que à época pareciam obras pífias mas que hoje em dia… Basta relembrar que existe hoje uma disputa grande entre países do Norte da Europa para determinar quem é o proprietário legítimo do fundo do mar do Árctico. Como se a Terra fosse um caniche para ter dono…

segunda-feira, maio 18

Stand-up presidencial


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E continua a não desiludir. Marco dos 100 dias.

quarta-feira, maio 6

Inovação cabresta



"No alarms and no surprises" - este poderia ser um dos motes, oferecido pelos Radiohead, que melhor caraterizaria os tempos modernos. No entanto não deixa de ser surpresa quando a notícia que se segue surge de mansinho por entre o turbilhão diário de tinta emanado de cada redacção na produção dos matutinos.
Ora bem, a Google, essa gigante e omnipresente entidade das redes de informação e comunicação decidiu comprar cabras... E porquê perguntarão vocês? Será que irão transformá-las nos novos suportes de acesso à rede? Será que estas têm alguma capacidade escondida mas aperfeiçoada ao longo da sua evolução de milhões de anos? Ou será simplesmente porque dão leite? Nem uma, nem duas, nem nenhuma das anteriores. A Google tem um vasto tapete relvado na sua sede em Moutain View, na Califórnia, relva essa onde dá gosto almoçar à sombras de uma árvore, piquenicar, andar descalço (bem bom) ou simplesmente vê-lo crescer desmesuradamente - é aqui que entram as cabrinhas.
Fartos do barulho das máquinas corta relvas, da poluição das mesmas ou até mesmo dos gastos que estas acarretam, a Google decidiu investir o dinheiro em cabrinhas no sentido de que o trabalho fosse realizado por profissionais qualificados, dedicados, sem problemas de absentismo e ecológicos.
Esta é seguramente uma daquelas decisões simples mas que mostra o que vale uma empresa para além dos lucros e do sucesso. A inovação, o sucesso, o empreendedorismo também se mede em acções como esta onde parece existir uma fibra diferente. Boa onda.

segunda-feira, maio 4

A arte de pensar, pouco... em política.


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Portugal está nuns domínios, e parece estar noutros, a saque. Internacionalmente gostaria muito de avaliar este país de fora, um país bipolar em diversas dimensões. Bipolar porque saltamos entre estados de euforia e depressão com a maior facilidade, bipolar politicamente onde se milita eleitoralmente entre o mau e o pior sabendo que o refugo que sobeja é o que é, vale o que vale... Numa altura que distamos apenas um mês das primeiras eleições do ano, em quatro anos, as quais deveriam estar a ocupar o espaço de debate, o que observamos? Conversa sobre umas eleições que virão em Outubro ou Novembro, nem sei bem e por que não sei? Porque ainda não é altura para isso. Fará sentido? Sim o país está mal, mas já antes estava e não será certamente agora que tudo mudará a propósito de divagações do momento. Não será mais importante discutir sobre as eleições europeias? Por muito, ou pouco, que elas representem para o dia-a-dia português.
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Acordámos hoje, e por isso também escrevo, com as palavras do ex-Presidente Jorge Sampaio, um homem de esquerda dentro do PS, como o poeta Alegre, em que este aceita com relativa facilidade a questão de uma aliança entre PS e PSD, o tal bloco central, com a desculpa que o país só assim se tornará governável. Digo desculpa porque os parlamentares de todas as cores quando querem entendem-se. Senão veja-se que ainda na passada semana foram capazes de se entenderam relativamente à alteração da lei do financiamento partidário - como era para encher mais os bolsos lá se entenderam "a custo", nosso. Assim sendo não será fácil se entenderem em matérias sobejamente mais importantes? Sem limianos, ´com a barriga vazia e pelo amor ou dever à causa ou coisa pública. É a dureza da estupidez que tal não permite. Os partidos parecem afectados pelo objectivo dos clubes de futebol, onde o que importa é os títulos e não a categoria dos "artistas" ou do jogo jogado - importa é ganhar nem que para tal utilizem jogadores de Rugby e com eles limpem "à pazada" os adversários do campo.
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É a tal perpetuação do poder que é mais forte do que eles, que os torna acéfalos e os convence que a estupidez se espalhará pelo eleitorado numa dinâmica "tem que ser assim uma vez que o país ficará ingovernável" como o calor do Sol num dia de Verão la para os lados da Amareleja. Desde já candidato-me a fazer parte de um governo caso a matilha instalada nos diferentes aparelhos chupistas, perdão, partidários queira afastar-se por vergonha de trinta e cinco anos de "ingovernação", saque e incapacidade. O que nos tem distinguido dos parceiros europeus é a fraquíssima classe política, nada mais. Somos um país diversificadamente rico, não acreditam? Pensem, só um país como este poderia aguentar tanta incompetência, durante tanto tempo.
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Ah, já agora, o primeiro e último bloco central que Portugal conheceu emergiu de uma conjuntura política extrema onde o país, para além de economicamente estar perto da bancarrota, se debatia com uma fragilidade conjuntural imensa como resultado ainda de certas posições e decisões do pós-Abril de '74. Para já não falar que o próprio conceito de bloco central vai contra todo ideário democrático de discussão crítica e sã, retórica e disputa de ideias, de pontos de vista e de consensos óptimos para as nações, maiores que os interesses partidários. Eu não sou muito versado em Filosofia mas muita gente dos quadros dos partidos políticos têm valores muito questionáveis e cuja iliteracia acerca destas, e doutras (todas!) questões é, no mínimo embaraçosa e gritante.
Bem, agora que toca QOSA - go with the flow, apanho a deixa e vou continuar a "picar o boi"...

sexta-feira, maio 1

Aí está de novo

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Este foi o fadinho estudantil que mais me disse. A queima arrancou de novo.

Dia do Trabalhador



Primeiro de Maio e o grosso das pessoas saiu à rua por esse Portugal, Europa fora para libertar pela voz toda a desventura que o seu quotidiano teima em arrastar. Quais serão as notas dignas de registo neste primeiro de Maio no pseudo pós ruir da cultural neo-liberalista?
O candidato socialista às eleições europeias foi alvo de umas críticas que foram para além de umas línguas afiadas. Uns insultos, uns empurrões, algum arremesso de objectos e um passo apressado para não dar hipótese a mais qualquer coisa. Foi bem feito? Obviamente que não mas mentiria se dissesse que me surpreendeu que tal tenha sucedido e que lá no fundo não camuflei um breve sorriso. Nestas questões estou em consonância com Mário Soares quando afirmar que estas dificuldades podem servir de rastilho a algo mais grave. Desenganem-se os líderes europeus se julgarem que esta é uma ideia digna da pior ficção… social senão veja-se: o atentado falhado mas simultaneamente conseguido nas comemorações do dia da Rainha na Holandaque irá deixar marcas intemporais, sem margem para dúvidas, ou confrontos em diversas cidades europeias num dia que deveria ser de comemoração pelas conquistas dos nossos pais por um trabalho mais digno em todas as suas vertentes. Haja… qualquer coisa de diferente no futuro.

segunda-feira, abril 27

As revoluções em falta na revolução.


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Cumpridos 35 anos sobre o fim do Estado Novo, será necessário convocar outra vez o povo para salvar uma Democracia que, apesar de jovem, manifesta sintomas de esclerose?
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Volvidos 35 anos desse dia mágico em que tudo era possível, inscrito na mitologia nacional como a "Revolução dos Cravos" que prometeu a Descolonização urgente, uma Democracia parlamentar efectiva e o Desenvolvimento que lhe seria inerente, anda Portugal tão murcho como as rubras flores que então vicejaram nas lapelas do povo. Cumpridos os dois primeiros termos, o desenvolvimento não só estagnou, como regrediu - o FMI prevê, para este ano, uma queda do PIB de 4,1%, ao nível da anomia do PREC, e um aumento do desemprego dos actuais 7,8% - quase meio milhão de pessoas oficialmente sem ocupação remunerada - para 11% em 2011. Gente a quem custa perceber por que é que empresas lucrativas procedem a despedimentos massivos enquanto o Estado injecta milhares de milhões de euros para tapar buracos financeiros abissais escavados pela cupidez de uns quantos.
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É que a crise não é apenas económica, antes contamina tudo o resto deste Portugal deprimido: na Educação, por exemplo, professores e Ministério travam uma luta sem resolução à vista cujas consequências nefastas revertem, desde logo, para os alunos, numa altura em que as universidades públicas cortam no papel higiénico para subsidiar despesas correntes. Na Justiça, corruptos declarados são sancionados com multas ridículas ou ilibados por erros processuais. Quando os casos não são arquivados após argumentações jurídicas, tão prolixas como estéreis, se arrastarem indefinidamente nos tribunais. E isto quando chegam a julgamento, circunstância rara num sistema que tem por hábito deixar prescrever os processos.
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Por fim, os políticos não inspiram confiança nem respeito aos cidadãos. Seja porque se baldam às reuniões plenárias na Assembleia da República por razões insondáveis, seja porque não se entendem, sequer, para escolher o provedor de Justiça, ou ainda por não dominarem regras básicas do português quando toca a redigir diplomas legais (conforme demonstrou o procurador-geral da República), coisa bizarra quando se trata dos legisladores da nação... E, pior, porque paira sobre homens sufragados, a quem se exige probidade, a suspeição de condutas menos judiciosas e, até, de contornos criminais.
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Por tudo isto, não raro se ouve dizer que é urgente a mudança. Por via revolucionária. Os mais saudosistas e temerosos suplicam por novo Salazar, o ditador que emergiu da Revolução de 28 de Maio de 1926; os que suspiram pela utopia socialista reclamam outros amanhãs canoros, como parecia possível na Primavera de 1974. Mas, se a revolução faz falta, que revolução será essa? E haverá condições para cumpri-la?
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A necessidade de uma revolução que revitalize o regime democrático nacional colhe o consenso entre os observadores da coisa pública. Tal como a noção de que essa revolução, a fazer-se, não será formal - constitucional ou de regime -, na medida em que, conforme sublinhou Winston Churchill na Casa dos Comuns, "a Democracia é a pior forma de governo, salvo todas as outras que têm sido experimentadas de tempos em tempos". Além disso, "seria uma contradição dos termos e um retrocesso", na óptica de Viriato Soromenho-Marques, "propor uma revolução que procurasse, através de uma insurreição, corrigir pela violência as insuficiências do nosso regime democrático". Trata-se, outrossim, de "operar mudanças profundas na substância", diz aquele docente da Universidade de Lisboa.
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Uma necessidade que decorre, aliás, da própria natureza dos regimes demoliberais, em que "estamos condenados a manter a forma, mas a ter que melhorá-la permanentemente, sob pena de, não o fazendo, matar o próprio regime. É este o dilema permanente das democracias", realça o politólogo Manuel Meirinho. E essas melhorias passam, segundo aquele professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, "por uma reconfiguração, ou mudança estruturante, nos caminhos que os regimes têm face às suas limitações, insuficiências e excrecências". Não serão poucas, umas e outras.
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As limitações estão relacionadas com o rendimento dos sistemas políticos e, neste capítulo, os sistemas democráticos são menos capazes de produzir resultados face a alguns constrangimentos, como aqueles que decorrem da crise económica profunda que hoje se experiencia. Num contexto assim, sublinhava Robert Kagan em obra recente, os regimes autoritários tornam-se sedutores porque conseguem resultados mais rápida e facilmente, uma vez que dispensam consensos para adoptar as medidas que entendem necessárias. Será essa ilusão de eficácia - mais o messianismo atávico que Eduardo Lourenço tão bem dissecou (o sebastianismo) - que leva alguns a sugerir o regresso de Salazar. Da ditadura, enfim, do Estado paternalista e totalitário, cujo termo agora se assinala e, todavia, se parece desejar.
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É que, na óptica de José Palmeira, politólogo da Universidade do Minho, "se um país é muito marcado pela sua cultura política, a de Portugal caracteriza-se pela dependência excessiva em relação ao Estado", algo pouco saudável para a vitalidade da Democracia nacional. Palmeira nota que é usual definir a cultura política em três tipos: a de participação, a de subordinação e a paroquial. "A última, que ocorre quando há indivíduos que vivem à margem do Estado, em comunidades pouco integradas na participação cívica e política - como os ciganos, por exemplo -, é residual nas sociedades ocidentais", explica. "A de subordinação é típica dos regimes autoritários, onde o cidadão não intervém por estar impedido de fazê-lo ou porque não é estimulado a isso; e a de participação é própria dos regimes demoliberais, em que os cidadãos são politicamente activos".
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Vertendo os conceitos para o caso português, Palmeira julga que "quando passámos do regime autoritário para o democrático com o 25 de Abril, a cultura de participação passou a ter dimensão maior do que a de subordinação; mas, comparando-a com outros países europeus, a nossa cultura de participação é ainda muito reduzida, esgota-se nos períodos eleitorais", refere. Nesta óptica, "era necessário haver aqui uma mudança, uma reforma profunda. Todavia, para que tal ocorra, e paradoxalmente, assume particular importância o papel do... Estado. Designadamente porque "a sociedade civil, por si só, não se consegue libertar, e só crescerá se tiver que ocupar o vazio deixado pelo Estado".
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E, no entanto, o Estado, sendo "a organização política da comunidade histórica que constitui a nação", somos nós, o povo. O qual, nos regimes demoliberais, será "quem mais ordena". Por delegação - e por isso também se chama, ao regime demoliberal, democracia representativa, em que o povo governa por delegação voluntária de poder, dentro de um quadro legal e por tempo limitado. Todavia, "se esta é a sua grande virtude, é também a sua maior fraqueza", alerta Soromenho-Marques, referindo-se às organizações através das quais ela se realiza: os partidos políticos.
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"O vício da Democracia representativa é a rapidez com que os mecanismos de representação acabam por entrar em entropia, perdendo a sua energia e vocação originais. Os partidos políticos precisam de um rejuvenescimento constante para não se tornarem fins em si mesmos", diz. Para não serem, enfim, meras máquinas de conquista e manutenção do poder, ignorando a sociedade civil. É esse afastamento do povo que implica o envelhecimento precoce do nosso regime democrático que é, afinal, tão jovem ainda - apenas 35 anos. A esclerose político-partidária manifesta-se, por exemplo, na abstenção eleitoral e na cada vez menor militância em estruturas que deveriam ser, afinal, ágoras de debate e escolas de cidadania.
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Não são. Parecem antes redutos cristalizados porque demasiado ciosos da sua exclusividade, e geradores, por essa ausência de renovação, das excrecências referidas por Meirinho, ao converterem-se em vítimas fáceis de manobras de pressão, designadamente dos grupos económicos. "As excrecências, como a corrupção, são um dos males do regime, e resultam do mau uso dos homens que governam o regime e não do regime ele próprio nem da sua estrutura institucional", afirma o politólogo. "A questão que se coloca é que, quanto mais cresce esta dimensão de excrecência, mais favorece a apetência pela revolução, porque temos o cidadão desafecto do regime".
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Feito o diagonóstico, que revolução possível se propõe, então, para recuperar o afecto pelo regime conquistado nessa manhã de Abril e ainda ontem recordada na Assembleia da República? Desde logo, introduzindo alterações no processo de escolha dos deputados, precisamente. Só que, embora todos os legisladores proclamem tal receita, são poucos a desejá-la efectivamente.
"Apesar de sucessivos pedidos de renovação do sistema eleitoral através da abertura a candidaturas independentes, com círculos uninominais, para a Assembleia da República, os partidos recusam sistematicamente a ideia, o que mostra bem como não estão interessados em partilhar esse processo", denuncia Soromenho-Marques, explicando o pernicioso de tal recusa: "Se houver só listas partidárias, não há estímulo para procurar os mais capazes, porque se vota não na pessoa ou na ideia por ela defendida, mas no logotipo partidário".
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É que, caso não se proceda à alteração do sistema eleitoral para que os cidadãos possam organizar-se e concorrer fora do quadro partidário à Assembleia da República, o próprio conceito de deputado fica corrompido, como já se percebe hoje nos debates e votações parlamentares.
"É que os deputados, hoje em dia, obedecem apenas ao partido, por via da imposição da disciplina de voto; depois, não são responsáveis face aos seus eleitores, mas apenas perante a cúpula do partido, pelo que temos 230 deputados que representam não 10 milhões de portugueses, mas somente as 30 ou 40 pessoas que integram as direcções do partidos com assento parlamentar", cogita o docente da Universidade de Lisboa.
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Ora, a introdução de círculos uninominais obrigaria os partidos a procurar candidatos fora dos seus acólitos e, por maioria de razão, a tentar cativar os melhores elementos da sociedade civil. Reportando-se a essa ausência de recrutamento da excelência, Meirinho lamenta "a falta de osmose inter-elitismo. Há um acantonamento das elites político-partidárias no Estado, no qual as outras elites, designadamente as científicas, têm dificuldade em penetrar. As elites politico-partidárias não conseguem incorporar elites de outras áreas", assegura, referindo que "as democracias que o fazem estão mais preparadas para combater as excrecências do regime". É que as elites político-partidárias estão demasiado próximas do poder e do seu exercício, o lugar de onde emana, afinal, as tais excrecências...
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Em síntese, cumpridos que estão 35 anos sobre a Revolução dos Cravos, haverá outra a fazer. Ou melhor, uma reforma do regime - termo mais consentâneo com o conceito de Democracia representativa porque, como dizia Palmeira, "a reforma é inclusiva, ao passo que as revoluções tendem a excluir os vencidos".
Desde logo, reforma do processo eleitoral, que obrigaria os partidos a abrirem-se aos cidadãos. Daqui resultaria, para estes que são o povo, um maior estímulo à participação cívica e, por essa via, à criação de uma cultura menos dependente do Estado e mais combativa das excrecências que aquele gera. Basta os partidos políticos com assento parlamentar quererem que essa revolução, tão simples afinal, se faça.
...................................................................................................................................... Fonte: JN

sexta-feira, abril 24

Sempre defronte ao mar.


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Mais do que a um país
que a uma família ou geração
Mais do que a uma passado
Que a uma história ou tradição
Tu pertences a ti
Não és de ninguém
Mais do que a um patrão
A uma rotina ou profissão
Mais do que a um partido
que a uma equipa ou religião
Tu pertences a ti
Não és de ninguém
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Vive selvagem
E para ti serás alguém
Nesta viagem
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Quando alguém nasce
Nasce selvagem
Não é de ninguém
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Quando alguém nasce
Nasce selvagem
Não é de ninguém
De ninguém

Deu que falar, há 35 anos, o dia de amanhã...



Permitam-me, apesar de não ter vivido na época, dizer que faltará apenas uma polícia política a este estado pseudo-democrático. Datas como as de amanhã dão mais sentido ao meu dia-a-dia, esperança e força para enfrentar as ruínas de um sonho colorido a cravos vermelhos que também eu pretendo renovar. 25 de Abril sempre, cada vez mais, com toda a força possível. Ainda voltaremos a sair à rua.

segunda-feira, abril 13

Countdown...


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E pronto... já chega de moleza. Aí vem o terceiro tempo...

sexta-feira, abril 10

Divagações no tempo de nada fazer


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No meio de tanta desgraça laboral existe uma pergunta que as pessoas em formação se farão, eu faria e esta é: Mas que raio de profissão será a mais estável? Dizem os animais políticos que isso é conversa do passado, de outros tempos. O problema é e será sempre passar o oito ao oitenta.
Mas que resposta dar à pergunta feita? ... Profissões estáveis. Pensemos numas quantas; primeiro: Actor dos Morangos com Açucar - É sinónimo de trabalho vitalício sempre e quando o palminho de cara e os restantes palminhos de mantiverem... fresquinhos; segundo: terrorista - se se tiver a sorte de se andar com o olho aberto como anda o Osama, então isso é melhor que um seguro de vida. Coisas más... a recepção de TV debaixo de terra é má e praia, nunca mais. Terceiro: Pivot de telejornal - Muda-se a gravata a diário, a mesinha de tempos a tempos e o resto é manter o sorriso pepsodente ao sabor de bons ordenados. quarto: amigo ou favorecedor de relações ou lobby's políticos - este tipo de existência engravatada carece de massa cinzenta, regendo-se apenas número de zeros mensal colocados do lado direito. É um bicho todo-o-terreno que assenta arraiais onde quer que os papões deles precisem, seja em diferentes bancos ano após ano ou noutros locais em que um peso morto faça...lastro.
Afinal existem muitos sítios onde dá para fazer uma visa sossegada e honesta, assim o bicho Homem queira.

Clandestino, mas bom.

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Para ouvir até que as palavras fiquem secas, o ouvido caia, a tino desvaneça num sono sossegadinho.

quinta-feira, abril 9

"O milagre", em descoberta.


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Nunca li Lobo Antunes. “Nunca li” será uma afirmação forçada, terei lido talvez por entre outras linhas, não terei reconhecido quiçá. Não sou particularmente dado às modas, não acredito na pirueta sucessiva de besta a bestial, nem no movimento inverso, e por idiotice intelectual (haverá outra?) motivo-me muitas vezes na régia “não sei por onde vou mas sei que não vou por aí”. No encalço de outras palavras deparei-me com o seguinte e sossegado texto de Lobo Antunes. Muito ligeiro, agradável, curioso na simplicidade, muito diferente de uma escrita algo indigesta que me haviam mencionado. Os olhos abriram-se, uma curiosidade impercebida, foi satisfeita e o bichinho criou juízo. Aqui deixo ipsis verbis o motivo desta artigo.
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Durante anos tive um sítio para escrever na Rua Afonso III, um segundo andar pequenino a cavalo no rio: um quarto, uma salita, uma cozinha dentro de um armário, o rio em frente e no outro lado do rio as chaminés na margem sul, as paredes cobertas de fotografias de jogadores de futebol e anúncios de astrólogos que amarravam e desamarravam pessoas, davam sorte aos negócios e tratavam a impotência, tudo ao mesmo tempo. Por alguns meses não foi apenas sítio de escrever, foi sítio de morar, sem livros e quase sem móveis, trastes comprados no lugar mais barato que encontrei, uma cama, uma cómoda, três cadeiras, a mesa de tampo de mármore partido em que trabalhava. A porteira chamava-se dona Generosa, o edifício era tão feio que se tornava lindo, abastecia-me num supermercadozito a cem metros. Uma ocasião estava na bicha do pagamento e a rapariga antes de mim pediu-me um autógrafo. Ao chegar a minha altura a senhora da caixa, proprietária e única empregada, que ouvira a história do autógrafo, perguntou-me
- Desculpe, o senhor é famoso em quê?
e respondi modestamente que era actor de novelas na televisão, em voz baixa, implorando segredo dado que me incomodava ser reconhecido. Pediu um autógrafo também e tornei-me instantâneamente uma celebridade no bairro. Até o barbeiro se interessou
- Há muitos maricas no teatro não há?
e tirei o braço da toalha num gesto vago que lhe confirmou as suspeitas. Notei no espelho que me observava avaliando a minha masculinidade e tocando-me o menos possível no receio que a mariquice fosse contagiosa: há os que são e não parecem de modo que convém ter cautela. Na tasca onde almoçava o dono informou-me, com abertura de espírito
- Não tenho nada contra os homossexuais, sabia?
e de um grupo de operários que ouviu esta declaração de princípios veio o acrescento tolerante
- Cada um come do que gosta
seguido de cotoveladas e risinhos. A dona Generosa, que simpatizava comigo, preocupou-se
- Dizem por aí que o senhor é esquisito, veja lá
enquanto eu metia a publicidade da minha caixa do correio nas caixas do correio dos vizinhos e a dona Generosa, cúmplice
- Expliquei logo às pessoas que por mim nunca notei nada
afastando à cautela o filho com a palma estendida, e depois disto, ao apresentar o cesto de arame na caixa, a proprietária do supermercado, numa mistura de estranheza e dó, sugeria
- Temos aí um cremezinho para a cara francês
ou
- Recebi agora um verniz de unhas transparente
surpreendida por me contentar com iogurtes e bolachas ou antes não surpreendida visto que
- A manter a linha não é?
num murmúrio tolerante. A minha reputação ia-se adensando, principiavam a aceitar-me, a advogada dois andares acima consultou-me acerca da roupa
- Fala-se que vocês têm mais gosto que os outros, o que acha deste azul?
o azul do soutien, não da blusa, o soutien reduzido e eu achei que o azul estupendo, avaliei-o entre dois dedos, isto no elevador, como o soutien cheirava bem pesquisei
- É perfumado isso?
a advogada parou os olhos em mim, admirativa primeiro, interessada a seguir
- Onde é que se compram soutiens perfumados?
repeti o gesto vago que clarificou o barbeiro
- Por aí
o soutien chegou-se mais, comigo sempre a avaliar o tecido
- Numa loja da Baixa, uma transversal que quase ninguém conhece, se me acompanhar lá em cima faço-lhe o desenho
julguei que tinha sorte, não tive sorte porque um soslaio ao relógio
- Estou atrasadíssima para um julgamento, amanhã procuro-o
mirou-me das escadas no que se me afigurou uma espécie de dúvida se calhar nascida de um deslize dos meus dedos, observei os dedos que me pareceram sossegados, tranquilizei a dona Generosa que esperava da porta
- Sou louco por azuis
a dona Generosa
- Se eu fosse sua mãe tinha pena
a dona Generosa
- Com um palminho de cara como o seu que desperdício
se calhar por culpa dos dedos a advogada não veio, tocaram à campainha mas era para conferirem o contador do gás, nenhum perfume, um sujeito gordo, nenhum soutien, um fio das grilhetas dos forçados das galés ao pescoço, com uma cruz em tamanho quase natural que lhe alcançava o umbigo, a advogada moita, morena, com franja, um anel no polegar
- Como se chama a advogada, dona Generosa?
a dona Generosa, terapêutica
- Julga que o ajudava a perder os vícios?
tornei-me melancólico
- Deus queira
e recebi na volta
- Florbela tudo pegado
e o esclarecimento indispensável visto que dentro da dona Generosa morava, insuspeitada, uma professora primária
- Não é Florbela Tudo Pegado, é Florbela com as letras juntinhas, a minha cunhada é Florbela
a cunhada que a visitava aos domingos, sem franja nem anel no polegar e de certeza que um soutien cor de carne, pus-me a pesar os elementos que tinha
- Morena advogada Florbela: serve a dona Generosa, a dissipar dúvidas
- Isso que se murmura por aí acerca de você é verdade?
soltei com melancolia
- Murmura-se tanta coisa
e já esquecera a Florbela quando no fim do mês, um domingo à tarde, a campainha de novo e não era por causa do contador, era o soutien no capacho, era a franja, era o anel
- Posso?
um soutien não azul, preto, uma saia rodada facílima de desabotoar, só com um botão atrás, eram sapatos que se descalçavam num instante, era
- O que é isto?
E o perfume no pescoço, nos braços, era um piercing no umbigo, era o
- O que é isto?
substituído por
- Aí tenho cócegas
era o
- Aí tenho cócegas
substituído por
- Afinal não tenho
substituído por
- Estou toda a tremer
era o
- Estou toda a tremer
substituído por
- Fofinho
era o
- Garantiram-me que eras esquisito
e eu
- Graças a Deus curei-me, a treze de maio vamos a Fátima agradecer
dado que um dos meus irmãos me jurou que em Fátima havia umas hospedarias de se lhe tirar o chapéu, à volta do santuário, e é normal gemer-se em consequência dos cilícios dos penitentes.
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in Visão

segunda-feira, abril 6

Uma de piadolas


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Um homem vai à vidente! Chega e bate à porta.
Do outro lado ela pergunta: - Quem é?
O homem responde: - Uuiiiii, já começamos mal!

sexta-feira, abril 3

Feliz Páscoa


London under pressure..

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Can't we give ourselves one more chance?
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Nos momentos de em que o cérebro necessita de um reboot ganho torpor e indiferença perante o que me rodeia e procuro esquecimento integral do presente a coberto de músicas como as dos Queen. É quase um lugar comum. Porque preservo o valor da informação começo, por outro lado a renovar o interesse pela falta dela e é esse sentimento que me leva de novo ao tempo de puto, de sapatilhas ruças da bola jogada na rua, do sol a bater na moleirinha, das cassetes piratadas a tocar na aparelhagem (termo que parece de outro século) a acompanhar umas cartas ou o monopólio com os amigos, da falta irreal de realidade. Da realidade de que o trabalho, a honestidade são um valor fundamental, do mérito, da felicidade, da amizade, das férias de verão com futeboladas desde a hora do almoço até à hora de jantar!
Estes dias em que retomei o contacto mais sereno com as notícias das quais, sem saber mas inevitavelmente, o bom desterro me afasta e percebi que tudo continua uma lástima. Não há por onde começar, não há sequer vontade apesar das manchetes de amanhã. Há no entanto por onde acabar e assim guardo, a par dos meus tempos de cachopo, frases como: necessitamos de ricos a sério ou o preço da grandeza é a responsabilidade.
E amanhã e durante uns dias, que se lixem as notícias, vou esticar-me no verde e aplicar-me a boa terapêutica o sol e da vida sem segundos.
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Can't we give ourselves one more chance? No we can’t, we must. No inferno não se pára, continua-se a andar mesmo under pressure.

quarta-feira, abril 1

O império não há-de cair, a gente não deixa.



Perguntei ao vento
Onde foi encontrar
Mago sopro encanto
Nau da vela em cruz
Foi nas ondas do mar
Do mundo inteiro
Terras da perdição
Parco império mil almas
Por pau de canela e mazagão

Pata de negreiro
Tira e foge á morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro da mata eterna
Laranja luanda
Sempre em flor.

By Vitorino

Um abraço para a troupe do redondo.

Um camelo por outro.



A fotografía deste simpático camelo tem apenas um intuito - trocar um camelo sincero e original por um verdadeiro camelo. Não queria que entrassem neste blogue e se confrontassem com a imagem de tal personagem que considero deveras incomodativa. É a minha faceta socialmente responsável a vir ao de cima.

1 de Abril



Não tenho nenhuma mentira para contar. Até tinha umas quantas mas... seriam talvez consideradas afirmações injúriosas ou puros e simples não gratuitos insultos. De qualquer modo o "caminho" é longo e espero que a realidade coloque o nome e, no sítio certo, todos os bois, principalmente este.

Gentlemen's, start your engines!



Após ter esticado as pernas pela primeira vez numa pista de Karts, deixo aqui uma verdade absoluta não à monsieur La Palice mas sim a um qualquer mecânico barrigudo, com óleo a pingar das estremidades, com manicure gótica e apêndice de madeira no canto da boca:

"Subviragem é quando bates com o carro de frente no muro... Sobreviragem é quando bates com o carro de traseira no muro... Potência/cvs é a velocidade a que bates com o carro no muro... Binário é até onde consegues levar o muro contigo."
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O último lugar no pódio soube bem, muito bem, face aos artistas presentes.

segunda-feira, março 23

Condensado do bom e mau



Curiosa esta iniciativa. Um bom teste quando o tempo precisa de um empurrão para passar.
Clique para aumentar.

Incompetência bovina



Saio da minha masmorra auto-erigída para divagar sobre a trivialidade que abriu as jornalices televisivas do fim de semana. No rescaldo de mais um embaraço futebolístico nacional, ou melhor provinciano porque se existem 6 milhões de encarnados e sendo que a natalidade não ajuda, o resto da populaça como eu já deve pertencer a um grupo minúsculo onde se encontram os adeptos da restante troupe de descamisados coloridos. Bem onde ia... ah, venho por este humilde meio resolver a questão da zarolhice arbitral. Proponho duas possibilidades, até proporía três mas a integridade física de certos indivíduos sairia prejudicada. Assim sendo proponho que seja anexado ao árbitro o chamado cão-guia ou em alternativa o cão pisteiro, tudo no sentido de melhor equipar uma artigo profundamente defeituoso, de valências que permitam minorar o erro. Um cão-guia levaria a que um árbitro fosse conduzido para onde a acção se passa e não para outro lugar qualquer. Faria correr o bicho, entenda-se o tipo de preto (ou rosinha, amarelinho - tudo cores primaverís e virginais), ao invés de este teimar em andar meio acabrunhado pelo campo. Um cão pisteiro levaria o árbitro à pista definitiva sobre o que sucedeu não dando margem a erro e, no caso do rafeiro não aceitar a contribuição canina, este último servindo-se do seu adorno bocal poderia facilmente convencer o dito cujo num ataque pélvico eficaz.
Como segunda hipótese relembro o gervásio, simpático primata que aprendeu a reciclar enquanto um árbitro esfrega o olho. Estando o competente gervásio num estádio de desenvolvimento mais avançado que o alvo de suspeita, ficaria garantida a certeza de um serviço bem feito e isento, houvesse fruta, entenda-se bananas, à farta.
Força Sporting.

quarta-feira, março 18

Um conto de embalar



A TSF decidiu abraçar a iniciativa que se realiza na cidade do Porto sobre o primeiro Encontro de Leitura Infantil, desafiando uma participante a ilustrar, em voz, a iniciativa. Tendo em conta o cariz do conto lido decidi publicitar a iniciativa aqui (nem que seja devido ao conto que foi escolhido). Um conto virado para os miúdos mas que assenta que nem uma luva a demasiados graúdos.

segunda-feira, março 9

Piadola



A neutron goes to a bar and asks the bartender:
- "How much for a drink?"
- "For you, no charge!"

domingo, março 8

E de repente...

Reza a "lenda" que o insólito se passou num dia normal, numa estação como muitas outras de uma metrópole enquanto as pessoas cinzentonas esperavam moribundas de sono pelo transporte. O dia correu diferente na certa... "e assim acontece" por esse mundo fora.

segunda-feira, fevereiro 23

This world


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Qualquer coisa em falta.

No mens land


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Sem stress...

domingo, fevereiro 22

"malária careca"



O grande contributo ao próximo vê-se em função do extremo da necessidade: Quando se tem pouco e se é generoso ou quando se tem muito e o princípio se mantém. Não sou fã mas reconheço-lhe essa qualidade.