quarta-feira, agosto 29

Extremos



Vim de férias. Chegado a solo Português, literalmente passando a fronteira, vi que tudo parecia permanecer igual pelas notícias que a rádio vociferava. Em bom tempo cheguei a casa já que foi lá que vi o Nelson Évora saltar o equivalente a 6 smart's e meio! Excelente esforço respingado merecidamente a ouro. Bom para ele e para o atletismo nacional que reclama a gritos um programa de apoio ao desporto como acontece no país vizinho com o programa ADO. A perspectiva alegre da chegada.

A perspectiva triste surgiu ainda em férias e confirmou-se no dia de ontem. Acompanhava a espaços o jogo do Sevilha no Sábado e casualmente, entre pratos ao jantar, dei um pulo à TV e vi em directo o desmoronar de um atleta na verdadeira acepção da palavra, fisicamente imponente, novo e cheio de garra, força com um pé esquerdo excelente que valeu, por exemplo, uma final europeia ao Sevilha. Ideias: Este casos têm acontecido com alguma frequência mesmo em desportista de elite o que leva a pensar que, apesar de gostar de ver desporto a toda a hora, não estamos a falar de máquinas mas sim de Homens que têm (aliás tal como as máquinas) uma resistência limite e António conheceu o seu ponto de não retorno no Sábado. Também não me pareceu que a assistência tivesse sido perfeita - explico - para alguém que tem uma paragem cardíaca em campo o mínimo que se exigia era uma ida de maca para os balneários o que não aconteceu. Alguns números: 22 anos, 5 títulos conquistados ao mais alto nível, vai ser pai daqui a 2 meses, 5 ataques cardíacos no espaços de 2 horas e no entanto resistiu até ontem - É de campeão.


O ouro do nosso Nelson enche-me o coração de orgulho mas tenho-o pequenino pelo Puerta.

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